Doação de sangue: quem pode doar e quais cuidados são necessários?

Entenda como funciona o procedimento, esclareça dúvidas comuns e saiba por que manter os estoques abastecidos é fundamental para salvar vidas

Por GABRIELLA PEREIRA
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Com a chegada do Junho Vermelho, campanha nacional de conscientização sobre a importância da doação de sangue, surgem dúvidas comuns sobre o procedimento. Questões como a necessidade de jejum, quem pode doar e quais cuidados devem ser tomados antes e depois da coleta ainda geram dúvidas entre a população.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, o Brasil registrou 3,31 milhões de coletas de sangue em 2024 e 2,71 milhões em 2025 (dados preliminares de janeiro a outubro). A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que cerca de 3% da população de cada país seja doadora de sangue para garantir estoques adequados e atender à demanda dos serviços de saúde.
Segundo Jéssica Brunoni, professora de Enfermagem do IBMR, integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil, o Ecossistema Ânima, a doação de sangue é um procedimento seguro e acessível para a maior parte da população, desde que alguns critérios sejam respeitados.
Para ser um doador, é necessário ter entre 16 e 69 anos (menores de idade com autorização), estar em boas condições de saúde, e com peso acima de 50 quilos. Situações como gripe, febre, anemia, transfusões sanguíneas realizadas no último ano, cirurgias ou extrações dentárias recentes, tatuagens e piercings feitos nos últimos 12 meses, além de gravidez e parto há menos de um ano, podem impedir temporariamente a doação.
Entre os mitos mais comuns está a crença de que é necessário estar em jejum para doar sangue. Segundo a professora, essa informação não é verdadeira. O recomendado é apenas evitar refeições ricas em gordura nas três horas que antecedem a coleta. Também é incorreta a ideia de que a doação pode transmitir doenças ou causar problemas de saúde ao doador.
"Todo o material utilizado nos centros de captação de sangue é descartável e de uso único, então não existe risco de contrair doenças durante a doação. Além disso, quando a pessoa está apta para doar, a retirada desse volume de sangue não causa anemia nem oferece prejuízos à saúde", explica Jéssica Brunoni.
A professora destaca ainda que a doação não deve ser utilizada como forma de realizar testes para diagnóstico de doenças.
"A doação de sangue não deve ser utilizada para fazer rastreio de doenças como HIV, hepatites e sífilis. Existem testes rápidos gratuitos disponíveis na rede pública de saúde e há também a chamada janela imunológica, período em que uma infecção recente pode não ser detectada. Por isso, a doação deve ser feita de forma consciente e responsável", afirma.
O processo de doação é simples e dura poucos minutos. Ao chegar ao hemocentro, o candidato realiza um cadastro, apresenta um documento oficial com foto e passa por uma entrevista clínica conduzida por um profissional de saúde. Nessa etapa, são avaliadas as condições de saúde e possíveis impedimentos temporários para a doação. Após a aprovação na triagem, a coleta costuma levar entre 10 e 15 minutos.
Ao final do procedimento, o doador recebe um lanche e permanece alguns minutos em observação antes de ser liberado. Também é recomendado aumentar a ingestão de líquidos, evitar atividades físicas intensas no mesmo dia e não carregar peso com o braço utilizado para a coleta.
Outra dúvida comum diz respeito à frequência das doações. Os homens podem doar sangue a cada dois meses, respeitando o limite de quatro doações por ano. Já as mulheres podem realizar a doação a cada três meses, com limite anual de três doações.
Além de ser um gesto solidário, a doação tem impacto direto na vida de milhares de pacientes. Uma única bolsa de sangue pode ser fracionada em diferentes componentes, como hemácias, plasma e plaquetas, permitindo que mais de uma pessoa seja beneficiada a partir de uma única doação.
"A manutenção dos estoques é fundamental para garantir a realização de cirurgias, atendimentos de emergência, tratamentos oncológicos e hematológicos, entre diversos outros procedimentos. Como os componentes sanguíneos possuem prazo de validade, as doações precisam acontecer de forma contínua ao longo do ano. Por isso, a doação voluntária é tão importante para toda a sociedade", conclui Jéssica Brunoni.
Sobre o IBMR
O Centro Universitário IBMR é integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o IBMR é a segunda melhor instituição de ensino privada do estado do Rio de Janeiro, com campus localizados na Barra, Botafogo e Catete. São 52 anos de tradição em ensino superior, oferecendo mais de 60 opções de graduações nas modalidades presencial, semipresencial e EAD. O IBMR evidencia seu comprometimento com a educação, democratizando o acesso ao Ensino Superior por meio da disponibilização de uma ampla carteira de cursos digitais em diversos polos dentro e fora do Rio de Janeiro. A instituição também estimula a educação continuada, oferecendo cursos de pós-graduação lato sensu e extensão.
 
Sobre a Ânima Educação
Com o propósito de transformar o Brasil através da educação, a Ânima é o maior e mais inovador ecossistema de educação e impacto para o Brasil, com um portfólio de marcas valiosas e um dos principais players de educação continuada na área médica. A companhia é composta por cerca de 360 mil estudantes, distribuídos em 18 instituições de ensino superior e aproximadamente 380 polos educacionais em todo o país.
Integradas ao Ecossistema Ânima também estão marcas especialistas em suas áreas de atuação, como HSM, HSM University, EBRADI, Le Cordon Bleu São Paulo, SingularityU Brazil, Inspirali, Community Creators Academy, Learning Village — primeiro hub de inovação e educação da América Latina — e Instituto Ânima.
Em 2023, a Forbes, uma das mais respeitadas publicações de negócios e economia do mundo, incluiu a Ânima entre as 10 companhias mais inovadoras do país. Desde 2013, a companhia está listada na Bolsa de Valores no segmento Novo Mercado, que reúne empresas com os mais elevados padrões de governança corporativa.
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