Namorados, parceiros e a menopausa: o que muda nos relacionamentos — e o que a neurociência explica

Especialista em longevidade, a Dra. Anelise Pirola desmistifica os impactos hormonais na vida a dois e aponta caminhos para manter a conexão na maturidade

Por SPHERA COMUNICAçãO E REPUTAçãO
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Imagem Anelise Pirola -Divulgação

Com a proximidade do Dia dos Namorados, muitas perguntas surgem sobre o que define um relacionamento de sucesso após os 40 e 50 anos. Se, por um lado, a maturidade traz segurança e autoconhecimento, por outro, a transição hormonal da menopausa pode atuar como um desafio silencioso, afetando a libido, a disposição e o humor. Mas, afinal, a biologia é um destino ‘cravado em pedra’ ou é possível "reprogramar" a forma como vivemos o amor nesta fase?

Para a Dra. Anelise Pirola, neuropsicóloga especialista em longevidade, a resposta está na compreensão de como o cérebro processa essas mudanças. "É comum que mulheres na maturidade se sintam sobrecarregadas, ansiosas ou com lapsos de memória que, somados às oscilações hormonais, acabam gerando um distanciamento emocional na relação. Não é falta de amor; é uma questão de reserva cognitiva e equilíbrio neuroquímico", explica.

A neurociência mostra que o estresse crônico e a "aceleração" da vida moderna, típicos da fase 40+, prejudicam a produção de neurotransmissores responsáveis pelo prazer e pela conexão. Quando o cérebro está em estado de alerta constante, a intimidade é deixada em segundo plano.

Dra. Anelise destaca três pilares fundamentais para casais que desejam atravessar essa fase com mais leveza:

  1. Comunicação além das palavras: o cérebro precisa de pausas. O combate às multitarefas não é apenas uma estratégia de produtividade, é uma necessidade para que a mulher consiga estar presente no relacionamento;
  2. Conversa aberta sobre a fase: quando o parceiro entende as implicações neurológicas da menopausa — que vão muito além dos sintomas físicos —, a empatia substitui a frustração e,
  3. Neuroplasticidade na relação: a maturidade é o momento ideal para criar novas rotas mentais. Atividades novas, conversas profundas e o foco na longevidade cerebral fortalecem a conexão e renovam o desejo.

"A menopausa não marca o fim da vida sexual ou afetiva, mas o início de um novo capítulo onde a qualidade do vínculo cerebral dita o ritmo da intimidade", pontua a especialista.

Sobre a Anelise Pirola – Especialista em Neurofeedback

Anelise Pirola é neuropsicóloga, idealizadora do Instituto AIDA e especialista em longevidade saudável, com vasta experiência em Biorregulação e Neurofeedback. É reconhecida por aplicar o treinamento cerebral para otimizar a performance cognitiva e emocional de indivíduos, tratando condições como déficit de atenção, ansiedade e insônia, e maximizando a performance executiva no ambiente corporativo e pessoal.


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