Tenor Chorão inicia temporada 2026 com apresentações em espaços sociais de Arniqueira (DF)

Por Verbo Nostro
11 Min

Tenor Chorão inicia temporada 2026 com apresentações em espaços sociais de Arniqueira (DF)
divulgação
Projeto chega à terceira edição com agenda gratuita em restaurante comunitário, centro social, lar de idosos e escola pública neste mês de junho

Brasília (DF), 11 de junho de 2026 – O Tenor Chorão inicia, nesta sexta-feira, dia 12 de junho, sua temporada 2026 com uma agenda gratuita em espaços sociais e educativos da região administrativa de Arniqueira (DF). Em sua terceira edição, a iniciativa passa por restaurante comunitário, centro social, lar de idosos e escola pública, aproximando o choro brasileiro de públicos diversos e ampliando o acesso à música instrumental.


A programação começa com duas atividades no dia 12 de junho: às 9h, no Centro Social Formar, e às 11h30, no Restaurante Comunitário. A agenda segue no dia 15 de junho, às 15h30, no Lar de Idosos Maria Madalena. No dia 16 de junho, o grupo retorna ao Restaurante Comunitário, às 11h30, e ao Centro Social Formar, às 15h. A temporada segue no dia 23 de junho, com duas sessões na Escola Classe Arniqueira, nos períodos matutino e vespertino.

Violão tenor e choro brasileiro



Idealizado pelo multi-instrumentista Nícolas Madalena, o Tenor Chorão valoriza a sonoridade do violão tenor chorão — instrumento de quatro cordas, com proporções menores que o violão tradicional — e propõe uma aproximação entre a tradição do choro e o cotidiano de comunidades, estudantes, idosos e frequentadores de equipamentos públicos.

Formação musical
A identidade sonora da temporada será construída por uma formação que reúne músicos reconhecidos no cenário brasiliense. O grupo conta com Nícolas Madalena no violão tenor chorão, Nelson Latif no violão de sete cordas, Sidney Rosa na sanfona, Pati Barcellos no cavaquinho e Nathália Marques no pandeiro, além da participação especial do flautista Caio Handel em algumas apresentações.



Para Nícolas Madalena, a nova etapa dá continuidade à proposta de levar o choro para além dos espaços tradicionais de apresentação musical. “O Tenor Chorão nasceu do desejo de valorizar o violão tenor e, ao mesmo tempo, aproximar o choro de públicos que muitas vezes não têm acesso a esse tipo de programação. Quando tocamos em escolas, instituições sociais, lares de idosos ou restaurantes comunitários, a música deixa de ser apenas apresentação e se transforma em encontro. O público reconhece melodias, se emociona, conversa com os músicos e participa da construção daquele momento”, destaca o idealizador.

Repertório afetivo e formação de público
O repertório reúne clássicos do choro brasileiro, como Carinhoso e Rosa, de Pixinguinha; Brasileirinho, de Waldir Azevedo; Doce de Coco e Feitiço, de Jacob do Bandolim; Caçula, de Claudionor Cruz; e Tico-Tico no Fubá, de Zequinha de Abreu. A seleção também dá destaque à obra de Garoto com composições como Meditando, Quanto Dói a Saudade e Jorge do Fusa, além de incluir Bora Tocar, composição autoral de Nícolas Madalena. 

“Pensamos em um repertório que pudesse criar uma conexão imediata com o público, com músicas muito conhecidas, que fazem parte da memória afetiva de muita gente. Também achei importante incluir uma composição autoral para mostrar que o violão tenor segue vivo, com novos compositores e novas possibilidades”, destaca Nicolas.

Outro ponto especial do repertório é a presença de obras de Garoto, nome artístico de Aníbal Augusto Sardinha, um dos músicos mais importantes da história da música popular brasileira. Multi-instrumentista, destacou-se pela atuação no violão, cavaquinho, bandolim e violão tenor, influenciando gerações de músicos e compositores. Considerado uma referência fundamental para o violão tenor no Brasil, Garoto teve os 70 anos de sua morte lembrados em 2025 e, em 2026, sua obra entrou em domínio público. “O compositor é uma referência essencial para a música brasileira e para o universo das cordas. Por isso, trazer mais de uma obra dele para o repertório é também uma forma de valorizar esse legado”, avalia o idealizador do projeto.

Além da execução musical, os encontros têm caráter didático e interativo. Durante a programação, os músicos compartilham informações sobre a história do choro, seus principais instrumentos, compositores e a importância do violão tenor na música brasileira. Cada atividade funciona também como oportunidade de formação de público e de difusão cultural.

Choro em espaços de convivência



De acordo com o músico Nelson Latif, a terceira edição consolida a trajetória da iniciativa e amplia sua dimensão social. “Estamos muito felizes com a consolidação do Tenor Chorão. Para um grupo independente de artistas, educadores e músicos, chegar à terceira edição de um projeto tão querido é uma alegria muito grande. Nesta temporada, há uma faceta social ainda mais evidente, com a presença em restaurantes comunitários, espaços muito utilizados pela população de baixa renda e que recebem um grande fluxo de pessoas diariamente”, afirma.

Latif destaca que levar música a esses ambientes cria novas possibilidades de encontro entre arte e cotidiano. “Os restaurantes comunitários são espaços enormes, muito frequentados na hora do almoço, mas que normalmente não contam com atividades culturais. Então, estamos curiosos e animados para ver a reação das pessoas que estarão ali almoçando e, de repente, vão se deparar com um grupo de chorões tocando ao vivo. É uma experiência nova e muito especial para o projeto”, completa.



A temporada 2026 tem apoio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, e contribui para ampliar a presença do choro na cena cultural da capital, aproximando tradição, memória e formação de público.

Sobre os artistas do projeto
Nícolas Madalena

É multi-instrumentista, compositor, pesquisador e aventureiro musical, nascido e criado em Brasília. Toca cello, violão tenor, bandolim e baixo elétrico. É conhecido no cenário musical brasiliense pelo estilo próprio de tocar e por desenvolver trabalhos ligados à linguagem da música popular. Como  compositor, foi finalista do concurso 7 Notes Challenge, de Serj Tankian. Gravou um disco em homenagem a Canhoto da Paraíba e desenvolveu uma pesquisa sobre o violão tenor. Além do disco, possui singles, EP e diversas parcerias em composições e projetos musicais. Em breve, o artista iniciará uma nova fase de sua carreira em Barcelona, na Espanha, com o objetivo de ampliar sua atuação artística e estabelecer conexões com a cena musical europeia.  

Nelson Latif
Músico, sociólogo e gestor cultural, trabalhou por 27 anos na instituição holandesa Uit de Kust, coordenando oficinas de percussão e de música brasileira para estudantes europeus. Dedica sua carreira especialmente à música instrumental brasileira e realiza turnês internacionais com frequência. É integrante do Trio Baru, da Camerata Caipira e de outros projetos culturais. Também é fundador do Coletivo Educação pela Arte.

Nathália Marques
É instrumentista, arranjadora e compositora. Natural de Brasília, iniciou seus estudos em percussão na Orquestra de Metais e Percussão do Instituto Grupo Pão de Açúcar. Aos 18 anos, ingressou no curso técnico em Percussão Erudita da Escola de Música de Brasília. Como percussionista orquestral, atuou em algumas das principais orquestras e bandas brasilienses. Participou de festivais nacionais, como o Curso Internacional de Verão da Escola de Música de Brasília e o Festival de Música da UFSM.

Sidney Rosa
Músico com 23 anos de carreira, Sidney Rosa iniciou sua trajetória como tecladista e contrabaixista, atuando em trios de forró, bandas de baile e ao lado de cantores como Márcio Brasil, Beto Bandes e Di Brasil. Sua versatilidade e busca por novos desafios o levaram ao acordeão. Desde 2012, atua também como sanfoneiro, ampliando sua presença no cenário musical brasiliense.

Caio Handel
Caio Handel Guimarães de Salles Coutinho é antropólogo, educador, produtor cultural, músico e artista com trajetória ligada à cultura LGBTQIA+ brasileira. Graduado em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília (UnB), também atua como a drag queen Dalila, personagem com a qual une performance, música e regência cênica. Como flautista, participa de rodas de choro e apresentações ao vivo, aproximando o chorinho de linguagens artísticas contemporâneas.

Pati Barcellos 
É multi-instrumentista brasiliense, com trajetória iniciada ainda na infância, primeiro pelo teclado e piano popular e, depois, pelo universo das cordas. Com vivências em instituições de ensino musical do Distrito Federal, onde também atuou como educadora, traz em sua bagagem referências afetivas da música brasileira, especialmente do samba e do pagode. No projeto Elas Tocam Beth, toca banjo e cavaquinho, acompanhando artistas da cena local. Sua atuação tem como missão valorizar a cultura brasileira por meio da música e incentivar a presença de mais mulheres instrumentistas.

SERVIÇO
3ª Temporada do projeto Tenor Chorão/2026
Entrada: gratuita
Classificação: livre
3ª Temporada do projeto Tenor Chorão

Apresentações:
12/6 – sexta-feira
9h – Centro Social Formar (Setor Habitacional Arniqueira – SHA, Conjunto 5, Chácara 103 - Arniqueira – Brasília/DF)
11h30 – Restaurante Comunitário (QS 9, Lote 3, Areal, ao lado do CRAS, Arniqueira/DF.)

15/6 – segunda-feira
15h30 – Lar de Idosos Maria Madalena (SMPW, Trecho 3, Área Especial nº 01 e 02 — Park Way, Brasília/DF)

16/6 – terça-feira
11h30 – Restaurante Comunitário (QS 9, Lote 3, Areal, ao lado do CRAS, Arniqueira/DF.)
15h – Centro Social Formar (Setor Habitacional Arniqueira – SHA, Conjunto 5, Chácara 103 - Arniqueira – Brasília/DF)

23/6 – terça-feira
Escola Classe Arniqueira (SHA Quadra 4, Conjunto 4, Área Especial 5 — Setor Habitacional Arniqueira - Arniqueira — Brasília/DF)
Períodos: matutino e vespertino  

Apoio: Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal, Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal

Mais informações: 
https://www.instagram.com/educacao.pela.arte/
https://www.instagram.com/nicolasbmadalena/
https://www.instagram.com/latif_nelson/

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VALTER JOSSI WAGNER
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FONTE: https://www.instagram.com/verbonostro/
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