Quem já roeu as unhas esperando o apito final sabe bem que o clima de jogo mexe com tudo, inclusive com o apetite. A tensão dos 90 minutos em campo vai muito além do coração acelerado: para muita gente, o nervosismo da partida vira a desculpa perfeita para atacar petiscos, doces e bebidas sem parar. Mas a verdade é que esse comportamento não é apenas falta de foco, e sim uma resposta do corpo, que tenta usar a comida como um anestésico para dar conta de tanta ansiedade.
Tudo acontece porque, nos momentos de sufoco em campo, nosso organismo descarrega uma enxurrada de adrenalina e cortisol. Para compensar esse estresse e buscar um alívio rápido, o cérebro pede socorros bem específicos, geralmente cheios de açúcar e gordura. É aí que a linha entre a necessidade real de comer e o puro impulso emocional simplesmente desaparece.
"Existe uma diferença crucial entre a fome física e a fome emocional. A fome biológica avisa aos poucos e aceita qualquer refeição básica. Já aquela que surge no meio do jogo é repentina e busca alívio imediato em comidas calóricas. A pessoa não está comendo porque o corpo precisa de energia, mas sim para tentar preencher o vazio e o desconforto que o placar em aberto provoca", ,explica o gastroenterologista e endoscopista, Dr. Bruno Sander.
O grande problema é quando esse hábito ultrapassa os dias de campeonato e vira uma rotina pesada. Quando o ganho de peso começa a comprometer a saúde e o bem-estar, a famosa força de vontade sozinha muitas vezes não dá conta, já que os gatilhos da ansiedade continuam ali, bagunçando os sinais de saciedade do corpo.
Para quem já enfrenta a obesidade e percebe que perdeu o controle sobre o próprio apetite, a medicina hoje oferece caminhos bem menos invasivos para ajudar a recuperar o equilíbrio. Técnicas como o balão intragástrico e a gastroplastia endoscópica surgem como aliadas para reaproximar o corpo e a mente.
"Esses métodos funcionam, na prática, como um freio físico para a ansiedade. Ao diminuir o espaço do estômago por meio da endoscopia, sem a necessidade de uma cirurgia tradicional, nós conseguimos impor um limite biológico claro. O paciente volta a se sentir satisfeito muito mais rápido, o que ajuda a quebrar o ciclo da fome emocional e dá o fôlego necessário para que ele reaprenda a comer com calma e saúde", finaliza o médico.
Acompanhe o trabalho do Dr. Bruno Sander no Instagram: @drbrunosander
Fonte: Dr. Bruno Sander — Gastroenterologista e Endoscopista | Especialista em emagrecimento
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MARIA JULIA HENRIQUES NASCIMENTO
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