Doenças silenciosas avançam sem diagnóstico e acendem alerta para prevenção tardia

Hipertensão, diabetes e distúrbios hormonais seguem subdiagnosticadas e elevam a demanda por atendimentos de maior complexidade

Por GIOVANNA VITóRIA
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Rio de Janeiro, junho de 2026 – Um fenômeno silencioso e crescente preocupa especialistas em saúde pública no Brasil: milhões de brasileiros convivem com doenças crônicas sem saber. Hipertensão arterial, diabetes tipo 2 e distúrbios hormonais como hipotireoidismo figuram entre as condições mais subdiagnosticadas do país, e o atraso no diagnóstico tem um custo direto: o agravamento do quadro e a necessidade de tratamentos cada vez mais complexos. 

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Hipertensão, estima-se que cerca de 30% dos brasileiros adultos sejam hipertensos, o que representa mais de 30 milhões de pessoas. Entre os idosos, esse percentual pode ultrapassar os 50%. No caso do diabetes, o cenário também é preocupante: o Brasil ocupa a sexta posição no ranking mundial de pessoas com a doença e a terceira quando se trata do diabetes tipo 1, segundo a Federação Internacional de Diabetes (IDF).

"A ausência de sintomas evidentes nas fases iniciais é o que torna essas doenças tão perigosas. O paciente se sente bem, não procura atendimento e, quando chega ao médico, muitas vezes já apresenta complicações como problemas renais, cardíacos ou neurológicos", explica Mario Alexandre, Clínico Geral parceiro da SegMedic.

Hipotireoidismo, síndrome dos ovários policísticos (SOMP) e resistência insulínica são condições que afetam milhões de brasileiros e seguem entre as mais negligenciadas na rotina médica. Os sintomas são vagos e facilmente atribuídos a outras causas: cansaço crônico, ganho de peso, queda de cabelo, alterações de humor, ciclos menstruais irregulares. Por isso, o caminho até o diagnóstico correto costuma ser longo e frustrante, sem tratamento adequado, esses distúrbios comprometem a qualidade de vida e abrem caminho para complicações metabólicas, cardiovasculares e reprodutivas. 

"É muito comum a paciente chegar ao consultório após anos relatando sintomas que foram tratados como estresse ou sedentarismo, quando na verdade havia um distúrbio hormonal não identificado. A SOMP, por exemplo, é uma das causas mais frequentes de infertilidade e síndrome metabólica, e ainda assim segue sendo subdiagnosticada", aponta Mayara Victoria, ginecologista parceira da SegMedic. 

O subdiagnóstico no Brasil não é um fenômeno isolado, é resultado de um conjunto de barreiras que afastam a população dos serviços de saúde preventiva: dificuldade de acesso, custo dos exames, falta de tempo e a cultura de buscar atendimento apenas quando os sintomas se tornam insuportáveis.

O resultado que vemos é um sistema de saúde sobrecarregado não pela prevenção, mas pelo tratamento de condições que poderiam ter sido detectadas e controladas com antecedência. Consultas de rotina, exames laboratoriais simples e acompanhamento periódico são suficientes para identificar a maioria dessas condições e mudar completamente o prognóstico do paciente.

Sobre a SegMedic

A SegMedic é uma rede de clínicas ambulatoriais referência em assistência à saúde no estado do Rio de Janeiro, oferecendo mais de 25 especialidades médicas e mais de 3.000 tipos de exames laboratoriais e complementares. Conta com uma equipe médica altamente qualificada e uma infraestrutura moderna, segura e acolhedora. A empresa tem como missão cuidar das pessoas, proporcionando um serviço de saúde de qualidade a um valor acessível. O acesso à saúde é mais do que uma demanda: é uma necessidade essencial. O compromisso da SegMedic é garantir atendimento humanizado, eficiente e acessível para toda a população.

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