Abdominoplastia vai muito além da retirada de pele: 5 curiosidades sobre o procedimento
Além da pele, é comum que exista uma combinação de fatores, como afastamento da musculatura abdominal, alterações da cintura, flacidez dos tecidos profundos e excesso de gordura localizada.
Divulgação
Quando se fala em abdominoplastia, muitas pessoas imaginam uma cirurgia destinada exclusivamente à retirada do excesso de pele da barriga. Embora essa seja uma das etapas do procedimento, a realidade é que a cirurgia evoluiu muito nas últimas décadas e atualmente desempenha um papel importante na reconstrução do contorno corporal, especialmente após gestações, oscilações significativas de peso ou processos de emagrecimento intenso, segundo a Dra. Flávia Bonato, cirurgiã plástica membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS) e da Associação Brasileira de Cirurgia Plástica Estética (BAPS). “A abdominoplastia moderna envolve uma análise completa da anatomia abdominal e pode corrigir alterações que vão além da pele. Muitas pacientes chegam ao consultório acreditando que o problema está apenas na pele excedente. Na verdade, frequentemente existe uma combinação de fatores, como afastamento da musculatura abdominal, alterações da cintura, flacidez dos tecidos profundos e excesso de gordura localizada. O tratamento precisa considerar todas essas estruturas para que o resultado seja harmonioso", explica a médica. Abaixo, ela explica 5 curiosidades que ajudam a entender melhor o procedimento:
1) A cirurgia pode corrigir o afastamento dos músculos abdominais – Uma das alterações mais comuns após a gravidez ou grandes variações de peso é a diástase abdominal, condição caracterizada pelo afastamento dos músculos retos do abdômen, segundo a médica. “Esse distanciamento pode fazer com que a barriga permaneça projetada mesmo em pessoas magras ou fisicamente ativas. Durante a abdominoplastia, o cirurgião pode realizar a plicatura muscular, uma técnica que reposiciona esses músculos e ajuda a restaurar a firmeza da parede abdominal. A correção da diástase costuma trazer benefícios não apenas estéticos, mas também funcionais. Muitas pacientes relatam melhora da estabilidade do tronco e da percepção corporal após a cirurgia", afirma a especialista.
2) Nem sempre o objetivo é emagrecer – Apesar de ser frequentemente associada à perda de peso, a abdominoplastia não é um procedimento de emagrecimento. “Na prática, a cirurgia é indicada para remover tecidos excedentes e melhorar o contorno corporal em pacientes que já estão próximos do peso desejado. Ela é até mais comum após o emagrecimento. A cirurgia plástica não substitui alimentação equilibrada nem atividade física. O melhor resultado acontece quando o paciente já atingiu uma estabilidade de peso e busca corrigir alterações que não respondem mais aos hábitos saudáveis", explica. Essa situação, segundo a cirurgiã plástica, é cada vez mais comum entre pessoas que passaram por emagrecimento importante, inclusive após o uso de medicamentos para perda de peso, e ficaram com excesso de pele e flacidez abdominal.
3) A abdominoplastia costuma ser associada à lipoaspiração – Uma dúvida frequente é se a cirurgia remove gordura. “Embora pequenas quantidades possam ser retiradas juntamente com a pele excedente, a remodelação corporal geralmente é potencializada pela associação com a lipoaspiração. A combinação permite tratar simultaneamente a flacidez e os depósitos de gordura localizada, promovendo maior definição da cintura e uma transição mais harmoniosa entre abdômen, flancos e dorso. Podemos utilizar tecnologias conjuntamente para melhorar a retração de pele, tratando a flacidez de forma profunda”, diz a Dra. Flávia Bonato. “Hoje pensamos o corpo de forma tridimensional. Não basta apenas retirar pele. Precisamos analisar proporções, contornos e volumes para alcançar um resultado natural e equilibrado", destaca a médica.
4) O umbigo geralmente é reposicionado – Uma das curiosidades que mais surpreendem os pacientes é o tratamento do umbigo durante a cirurgia. A cirurgiã plástica explica que, nas abdominoplastias tradicionais, a pele abdominal é tracionada para baixo após a retirada do excesso. Como consequência, o umbigo precisa ser exteriorizado novamente em uma nova posição anatômica. “Por isso, o aspecto final do umbigo é uma etapa importante do planejamento cirúrgico. O umbigo é um dos detalhes que mais chamam atenção no resultado final. Atualmente existem técnicas que buscam um aspecto discreto, natural e proporcional ao abdômen", explica a Dra. Flávia.
5) Nem todo paciente precisa de uma abdominoplastia completa – Embora a versão tradicional seja a mais conhecida, existem diferentes modalidades do procedimento. “Pacientes com excesso de pele restrito à região abaixo do umbigo, por exemplo, podem se beneficiar da miniabdominoplastia, uma cirurgia menos extensa e indicada para casos selecionados”, diz a Dra. Flávia. Segundo a especialista, a individualização é um dos pilares da cirurgia plástica moderna. "Nem sempre a maior cirurgia é a melhor cirurgia. O sucesso do tratamento depende de identificar exatamente qual é a necessidade de cada paciente. Existem situações em que procedimentos menores oferecem excelentes resultados justamente porque respeitam as características anatômicas daquele caso", afirma.
Apesar dos avanços técnicos, a indicação da abdominoplastia deve sempre ser realizada após avaliação médica detalhada. Além disso, a Dra. Flávia Bonato explica que histórico clínico, presença de diástase, qualidade da pele, peso corporal, hábitos de vida e expectativas do paciente influenciam diretamente o planejamento cirúrgico. “Outro aspecto importante é o estado nutricional do paciente antes e depois da cirurgia. A ingestão adequada de proteínas merece atenção especial, já que esses nutrientes fornecem os aminoácidos necessários para a síntese de colágeno, reparação dos tecidos e cicatrização. Pacientes que passaram por grandes processos de emagrecimento, incluindo aqueles que utilizaram medicamentos para perda de peso, podem apresentar consumo proteico insuficiente ou perda de massa muscular, o que deve ser identificado e corrigido antes do procedimento. Após o procedimento, pode ser indicado suplementação proteica, dependendo do paciente”, explica a médica. "A cirurgia é apenas uma etapa do tratamento. Uma boa recuperação depende também de um organismo preparado para cicatrizar. Por isso, frequentemente orientamos ajustes nutricionais e, quando necessário, acompanhamento com nutricionista para otimizar o aporte proteico e favorecer a recuperação pós-operatória”, completa. "A cirurgia plástica moderna busca naturalidade e proporcionalidade. O objetivo não é transformar completamente o corpo, mas restaurar estruturas que foram modificadas pelo tempo, pelas gestações ou pelo emagrecimento, devolvendo conforto e harmonia ao paciente", finaliza a cirurgiã plástica.
*DRA. FLÁVIA BONATO: Cirurgiã plástica membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS) e da Associação Brasileira de Cirurgia Plástica Estética (BAPS). Formada em Medicina pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) em 2009, é especialista em Cirurgia Plástica e Queimaduras desde 2016. Com atuação em Palmas, no Tocantins, atende pacientes de todo o Brasil e exterior. Atua principalmente em cirurgia mamária e contorno corporal, com foco em técnicas modernas, menos invasivas e de recuperação mais rápida. Também possui atualização em lifting facial com a técnica deep plane, associada à lipoenxertia e a outras abordagens contemporâneas com o objetivo de alcançar resultados naturais, seguros e personalizados. CRM/TO: 4503 | RQE: 1958 | Instagram: @dra.flaviabonato
1) A cirurgia pode corrigir o afastamento dos músculos abdominais – Uma das alterações mais comuns após a gravidez ou grandes variações de peso é a diástase abdominal, condição caracterizada pelo afastamento dos músculos retos do abdômen, segundo a médica. “Esse distanciamento pode fazer com que a barriga permaneça projetada mesmo em pessoas magras ou fisicamente ativas. Durante a abdominoplastia, o cirurgião pode realizar a plicatura muscular, uma técnica que reposiciona esses músculos e ajuda a restaurar a firmeza da parede abdominal. A correção da diástase costuma trazer benefícios não apenas estéticos, mas também funcionais. Muitas pacientes relatam melhora da estabilidade do tronco e da percepção corporal após a cirurgia", afirma a especialista.
2) Nem sempre o objetivo é emagrecer – Apesar de ser frequentemente associada à perda de peso, a abdominoplastia não é um procedimento de emagrecimento. “Na prática, a cirurgia é indicada para remover tecidos excedentes e melhorar o contorno corporal em pacientes que já estão próximos do peso desejado. Ela é até mais comum após o emagrecimento. A cirurgia plástica não substitui alimentação equilibrada nem atividade física. O melhor resultado acontece quando o paciente já atingiu uma estabilidade de peso e busca corrigir alterações que não respondem mais aos hábitos saudáveis", explica. Essa situação, segundo a cirurgiã plástica, é cada vez mais comum entre pessoas que passaram por emagrecimento importante, inclusive após o uso de medicamentos para perda de peso, e ficaram com excesso de pele e flacidez abdominal.
3) A abdominoplastia costuma ser associada à lipoaspiração – Uma dúvida frequente é se a cirurgia remove gordura. “Embora pequenas quantidades possam ser retiradas juntamente com a pele excedente, a remodelação corporal geralmente é potencializada pela associação com a lipoaspiração. A combinação permite tratar simultaneamente a flacidez e os depósitos de gordura localizada, promovendo maior definição da cintura e uma transição mais harmoniosa entre abdômen, flancos e dorso. Podemos utilizar tecnologias conjuntamente para melhorar a retração de pele, tratando a flacidez de forma profunda”, diz a Dra. Flávia Bonato. “Hoje pensamos o corpo de forma tridimensional. Não basta apenas retirar pele. Precisamos analisar proporções, contornos e volumes para alcançar um resultado natural e equilibrado", destaca a médica.
4) O umbigo geralmente é reposicionado – Uma das curiosidades que mais surpreendem os pacientes é o tratamento do umbigo durante a cirurgia. A cirurgiã plástica explica que, nas abdominoplastias tradicionais, a pele abdominal é tracionada para baixo após a retirada do excesso. Como consequência, o umbigo precisa ser exteriorizado novamente em uma nova posição anatômica. “Por isso, o aspecto final do umbigo é uma etapa importante do planejamento cirúrgico. O umbigo é um dos detalhes que mais chamam atenção no resultado final. Atualmente existem técnicas que buscam um aspecto discreto, natural e proporcional ao abdômen", explica a Dra. Flávia.
5) Nem todo paciente precisa de uma abdominoplastia completa – Embora a versão tradicional seja a mais conhecida, existem diferentes modalidades do procedimento. “Pacientes com excesso de pele restrito à região abaixo do umbigo, por exemplo, podem se beneficiar da miniabdominoplastia, uma cirurgia menos extensa e indicada para casos selecionados”, diz a Dra. Flávia. Segundo a especialista, a individualização é um dos pilares da cirurgia plástica moderna. "Nem sempre a maior cirurgia é a melhor cirurgia. O sucesso do tratamento depende de identificar exatamente qual é a necessidade de cada paciente. Existem situações em que procedimentos menores oferecem excelentes resultados justamente porque respeitam as características anatômicas daquele caso", afirma.
Apesar dos avanços técnicos, a indicação da abdominoplastia deve sempre ser realizada após avaliação médica detalhada. Além disso, a Dra. Flávia Bonato explica que histórico clínico, presença de diástase, qualidade da pele, peso corporal, hábitos de vida e expectativas do paciente influenciam diretamente o planejamento cirúrgico. “Outro aspecto importante é o estado nutricional do paciente antes e depois da cirurgia. A ingestão adequada de proteínas merece atenção especial, já que esses nutrientes fornecem os aminoácidos necessários para a síntese de colágeno, reparação dos tecidos e cicatrização. Pacientes que passaram por grandes processos de emagrecimento, incluindo aqueles que utilizaram medicamentos para perda de peso, podem apresentar consumo proteico insuficiente ou perda de massa muscular, o que deve ser identificado e corrigido antes do procedimento. Após o procedimento, pode ser indicado suplementação proteica, dependendo do paciente”, explica a médica. "A cirurgia é apenas uma etapa do tratamento. Uma boa recuperação depende também de um organismo preparado para cicatrizar. Por isso, frequentemente orientamos ajustes nutricionais e, quando necessário, acompanhamento com nutricionista para otimizar o aporte proteico e favorecer a recuperação pós-operatória”, completa. "A cirurgia plástica moderna busca naturalidade e proporcionalidade. O objetivo não é transformar completamente o corpo, mas restaurar estruturas que foram modificadas pelo tempo, pelas gestações ou pelo emagrecimento, devolvendo conforto e harmonia ao paciente", finaliza a cirurgiã plástica.
*DRA. FLÁVIA BONATO: Cirurgiã plástica membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS) e da Associação Brasileira de Cirurgia Plástica Estética (BAPS). Formada em Medicina pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) em 2009, é especialista em Cirurgia Plástica e Queimaduras desde 2016. Com atuação em Palmas, no Tocantins, atende pacientes de todo o Brasil e exterior. Atua principalmente em cirurgia mamária e contorno corporal, com foco em técnicas modernas, menos invasivas e de recuperação mais rápida. Também possui atualização em lifting facial com a técnica deep plane, associada à lipoenxertia e a outras abordagens contemporâneas com o objetivo de alcançar resultados naturais, seguros e personalizados. CRM/TO: 4503 | RQE: 1958 | Instagram: @dra.flaviabonato
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