A chegada das temperaturas mais baixas tem sido acompanhada por um aumento na circulação de vírus respiratórios em diversas regiões do país. Os dados mais recentes do Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado em 18 de junho, apontam avanço das doenças respiratórias graves no Brasil, impulsionado principalmente pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) entre crianças e pelas influenzas A e B entre jovens, adultos e idosos.
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o VSR respondeu por 51,4% dos casos positivos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), consolidando-se como o principal responsável pelas internações relacionadas a doenças respiratórias no país. Em seguida, aparecem o rinovírus, com 23,9% dos casos, e a Influenza A, com 19,1%. Já entre os óbitos, a Influenza A foi responsável por 43,7% das mortes associadas às doenças respiratórias graves.
Segundo o epidemiologista do Hermes Pardini, Dr. José Geraldo Leite Ribeiro, o cenário de 2026 é marcado pela circulação simultânea de diferentes vírus respiratórios. “Não estamos diante de um único vírus, mas de uma combinação de influenza, VSR e rinovírus circulando simultaneamente. Por isso, a vacinação, a atenção aos sintomas de gravidade e os cuidados preventivos continuam sendo fundamentais, especialmente para crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas”, afirma.
Sintomas exigem atenção
Embora muitas infecções respiratórias apresentem sintomas semelhantes aos de um resfriado comum, sinais como febre persistente, dificuldade para respirar, cansaço intenso e piora progressiva do estado geral merecem avaliação médica.
“O principal erro continua sendo negligenciar a prevenção. A vacinação é a medida mais eficaz para reduzir o risco de formas graves da doença. Além disso, quando há febre alta, falta de ar ou agravamento dos sintomas, é importante procurar assistência médica”, alerta o especialista.
Medidas simples também continuam sendo importantes para reduzir a transmissão dos vírus respiratórios, como manter os ambientes ventilados, higienizar frequentemente as mãos e utilizar máscara quando houver sintomas respiratórios.
“O uso da máscara por pessoas gripadas ou resfriadas segue sendo uma medida importante para proteger familiares, colegas de trabalho e indivíduos mais vulneráveis”, destaca o Dr. José Geraldo Leite Ribeiro.
Outro ponto de atenção é o uso inadequado de antibióticos. Como a maioria dessas infecções é causada por vírus, esses medicamentos não alteram a evolução da doença e só devem ser utilizados sob orientação médica quando houver confirmação ou suspeita de infecção bacteriana associada.
A recomendação do especialista é manter a vacinação em dia, reforçar a hidratação, evitar ambientes fechados e procurar avaliação médica diante de sintomas persistentes ou sinais de agravamento.
Resumo de 55 segundos para rádio
Com a chegada do frio, aumentou a circulação de vírus respiratórios em todo o país. Dados do boletim InfoGripe, da Fiocruz, mostram que o Vírus Sincicial Respiratório, conhecido como VSR, é hoje o principal responsável pelas internações por doenças respiratórias graves, seguido pelo rinovírus e pela Influenza A. Já entre as mortes, a Influenza A lidera os registros. Em Minas Gerais, o cenário também preocupa. O estado está entre os que apresentam alerta para Síndrome Respiratória Aguda Grave, e Belo Horizonte registra crescimento dos casos nas últimas semanas.
Segundo o epidemiologista do Hermes Pardini, José Geraldo Leite Ribeiro, crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas exigem atenção redobrada. A orientação é manter a vacinação em dia, procurar atendimento diante de sintomas como febre persistente e falta de ar, além de adotar medidas simples de prevenção, como higienizar as mãos, manter os ambientes ventilados e usar máscara quando estiver com sintomas respiratórios.
Sobre o Hermes Pardini
Há 67 anos, o laboratório Hermes Pardini oferece soluções em medicina diagnóstica para hospitais, médicos, outros laboratórios ou pacientes. São 91 unidades próprias da marca em Minas Gerais e São Paulo à disposição com 8 mil tipos de testes disponíveis (maior portfólio do Brasil), além de exames de imagem, vacinas, provas funcionais, criopreservação e genética humana. O laboratório está preparado para entregar informações clínicas que apoiem a prevenção, orientem o diagnóstico das doenças e auxiliem os tratamentos, desde os mais simples aos da mais alta complexidade. Em 2023, a marca passou a integrar o Grupo Fleury, uma potência nacional no setor. Site Hermes Pardini: www.hermespardini.com.br.
Sobre o Grupo Fleury
O Grupo Fleury chega aos 100 anos como uma das maiores e mais respeitadas organizações de medicina e saúde do Brasil. A companhia foi fundada em 1926 pelos médicos Gastão Fleury e Walter Leser como um pequeno laboratório de análises clínicas. Desde então, a empresa passou por um crescimento vertiginoso, sempre comprometido com avanço da medicina e de novas tecnologias aplicadas à precisão diagnóstica. Apenas nos últimos cinco anos, o Grupo Fleury mais do que dobrou seu tamanho ao sair de uma receita de R$ 4,2 bilhões em 2021 para R$ 9,2 bilhões no primeiro trimestre de 2026. A empresa conta com uma rede de 570 unidades de atendimento em 13 Estados e no Distrito Federal, além de uma operação Lab-to-Lab que atende diariamente 8.000 laboratórios em 2.200 municípios que alcançam 80% da população brasileira. Com mais de 23 mil colaboradores e 5.200 mil médicos, a empresa oferece 77 milhões de atendimentos por ano, com 335 milhões de exames processados e atuação além do diagnóstico nas especialidades de infusões de medicamentos, fertilidade, ortopedia, oftalmologia, oncologia e longevidade. O Grupo tem como ambição de se fortalecer como um dos líderes de saúde no Brasil por meio de soluções e experiências cada vez mais completas, integradas e sustentáveis na jornada de saúde e bem-estar das pessoas. Site do Grupo Fleury: www.grupofleury.com.br
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