Jato urinário interrompido: o perigo de forçar ou segurar o fluxo de xixi

Tentar acelerar a saída da urina pressionando o abdômen ou interrompendo o fluxo desregula os reflexos naturais do corpo; o esvaziamento incompleto da bexiga enfraquece os músculos profundos e eleva o risco de escapes futuros.

Por Bendita Letra
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Flaviana Teixeira — Fisioterapeuta Pélvica | Palestrante

 

Se você já deu aquela empurradinha no xixi para o processo andar mais rápido porque estava com pressa, ou pior, já tentou prender o fluxo no meio do caminho para testar a força da musculatura, saiba que você não está só, mas precisa parar com isso agora mesmo.

Uma pesquisa recente apontou que cerca de 30% das mulheres adultas sofrem com algum tipo de disfunção urinária ao longo da vida. O que pouca gente nota é que esses pequenos hábitos no banheiro, que parecem inofensivos no dia a dia, são os grandes vilões por trás desses números. O ato de interromper o fluxo voluntariamente, que antigamente passava de boca em boca como se fosse um exercício saudável, na verdade é um perigo invisível para a saúde íntima.

A conta dessa pressa chega, e chega caro. Quando você tenta acelerar a saída da urina pressionando o abdômen ou trava o jato pela metade, o corpo entra em curto-circuito. O esvaziamento da bexiga fica incompleto e aquele restinho de urina que sobra vira o ambiente perfeito para bactérias. Com o tempo, os músculos profundos enfraquecem e o resultado não falha: o risco de escapes de xixi no futuro aumenta drasticamente.

"A bexiga e os músculos do assoalho pélvico trabalham em uma sintonia fina: quando um contrai, o outro relaxa. Se você força o abdômen ou corta o fluxo, quebra esse ciclo natural. O cérebro fica confuso, o corpo entende que precisa reter a urina e a bexiga não esvazia", explica Flaviana Teixeira. A especialista alerta que esse hábito é o caminho mais rápido para infecções de repetição e perda de urina na calcinha.

Outro vício de banheiro que a profissional aponta é o xixi de prevenção, aquele que a gente faz antes de sair de casa mesmo sem estar com vontade. Isso acostuma a bexiga a funcionar sempre abaixo da capacidade real dela. "O banheiro precisa ser um momento de relaxamento total. A gravidade e a contração natural do corpo devem fazer todo o trabalho. Se você precisa fazer força ou empurrar, tem algo errado", pontua Flaviana.

A regra de ouro para proteger o corpo é simples: respeite o tempo do seu organismo. Sente-se confortavelmente no vaso (nada de ficar flutuando com medo do assento) e, se puder, use um banquinho para apoiar os pés, o que ajuda a relaxar a musculatura. Se você já sente dor ou escapes no dia a dia, o melhor caminho é buscar ajuda especializada para reabilitar a região e recuperar o controle da sua rotina.

 

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Fonte: Flaviana Teixeira — Fisioterapeuta Pélvica | Palestrante

 

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