Namorar engorda? Saiba como a rotina de casal pode sabotar o seu corpo

No mês dos namorados, o endocrinologista Dr. Rafael Fantin analisa o impacto do estilo de vida a dois no metabolismo e mostra como novos métodos não invasivos se tornaram aliados de casais que buscam longevidade juntos.

Por Bendita Letra
4 Min

Namorar engorda? Saiba como a rotina de casal pode sabotar o seu corpo
Dr. Rafael Fantin — endocrinologista e metabologista, especialista em saúde integrada, performance metabólica e nutrigenômica.
 

O mês de junho, marcado pelo Dia dos Namorados e pelas temperaturas mais frias, costuma vir acompanhado de jantares românticos, fondues, vinhos e uma inevitável mudança na rotina dos casais. Essa combinação de fatores frequentemente dá força ao famoso jargão popular de que o casamento ou o namoro engorda. No entanto, especialistas apontam que o ganho de peso em relacionamentos estáveis não decorre de alterações hormonais diretas provocadas pelo afeto, mas sim de uma sutil e gradual transição comportamental a dois.

Quando uma relação se consolida, a busca mútua por conexão social e lazer frequentemente elege a gastronomia como o principal elo. De acordo com o médico endocrinologista Dr. Rafael Fantin, o início do convívio diminui aquela preocupação estética imediata, comum em fases de paquera, abrindo espaço para um relaxamento na dieta. “Culturalmente, a alimentação é uma das principais formas de interação. Os casais passam a sair mais para comer e a compartilhar refeições mais calóricas, o que afeta diretamente o metabolismo e pode gerar uma resposta inflamatória no organismo”, explica o especialista.

Essa dinâmica costuma afetar homens e mulheres de maneiras distintas devido a fatores biológicos. Como o público feminino geralmente apresenta menor massa muscular e taxas reduzidas de hormônios anabólicos, o impacto de uma rotina sedentária e hipercalórica pode ser mais perceptível nelas. O médico alerta para o perigo de tentar replicar exatamente o prato do cônjuge no dia a dia, lembrando que cada organismo possui uma herança genética e uma taxa metabólica própria. “Comer a mesma quantidade ou o mesmo tipo de alimento que o parceiro não trará os mesmos resultados estéticos ou de saúde, pois as vulnerabilidades biológicas são estritamente individuais”, pondera.

O caminho para evitar que o romance resulte em ponteiros a mais na balança passa pelo apoio mútuo e pelo alinhamento de metas, transformando o companheirismo em um motor de hábitos saudáveis. O envolvimento compartilhado na cozinha, a escolha de cardápios mais equilibrados durante a semana e o incentivo para manter os treinos regulares são estratégias eficientes para blindar o corpo. A proposta não é abolir os momentos de lazer ou os jantares comemorativos, mas introduzir compensações inteligentes e manter a consciência sobre o tamanho das porções consumidas.

Para quem deseja aproveitar as celebrações de junho sem comprometer a composição corporal, a recomendação principal é o planejamento antecipado. Iniciar o cuidado com a alimentação dias antes dos eventos festivos e não condicionar a própria atividade física à disposição do outro são atitudes determinantes para a longevidade do casal. Rafael ressalta que liderar pelo exemplo dentro de casa costuma ser a ferramenta mais poderosa de convencimento. “A meta de ter mais qualidade de vida e bem-estar pode ser compartilhada, mas o tratamento e a rotina precisam respeitar os limites de cada indivíduo”, conclui o endocrinologista.

 

Saiba mais sobre o trabalho do Dr. Rafael Fantin: @dr.rafaelfantin

Fonte: Dr. Rafael Fantin — endocrinologista e metabologista, especialista em saúde integrada, performance metabólica e nutrigenômica.


 

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MARIA JULIA HENRIQUES NASCIMENTO
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