Quem já passou pela cirurgia tradicional de varizes, ou ouviu o relato de algum parente, sabe como era o roteiro: cortes nas pernas, anestesia de hospital e semanas de repouso absoluto com os pés para cima. Hoje, felizmente, a realidade nos consultórios vasculares é completamente diferente. Com a chegada do laser transdérmico e do endolaser, todos aqueles procedimentos dolorosos ficaram no passado, dando lugar a um retorno imediato à rotina.
A grande inovação está na substituição do método tradicional (que consistia em "arrancar" as veias doentes) por um tratamento térmico. A nova técnica utiliza uma fibra óptica que entrega calor direto no local necessário, fechando o vaso sem a necessidade de cortes. Como tudo é feito com anestesia local e guiado por ultrassom em tempo real, o impacto no corpo é mínimo. Na prática, isso significa que o paciente entra na clínica, resolve o problema e sai caminhando, sem precisar de internação.
"O grande diferencial é que preservamos a estrutura da perna, eliminando aqueles hematomas roxos e a dor do método antigo", explica o médico Henrique Abreu. Segundo o especialista em cirurgia vascular, o laser transdérmico permite tratar os vasinhos mais finos e o endolaser as varizes mais grossas e até mesmo veia safena. "Ninguém mais quer ou pode parar a vida por duas semanas. Com essa abordagem, o paciente não precisa interromper o trabalho ou seus compromissos diários."
Essa agilidade caiu como uma luva para o ritmo de vida atual, onde o tempo é escasso. Mas o benefício vai além do conforto: manter-se ativo logo após o procedimento também é uma questão de saúde. Caminhar imediatamente ajuda na própria circulação e reduz drasticamente o risco de complicações que costumavam aparecer na época em que as pessoas eram obrigadas a ficar deitadas por muito tempo.
Ainda assim, vale o alerta de que a tecnologia não faz milagre sozinha, e que cada perna exige um cuidado único. "Não existe uma receita de bolo. O laser é uma ferramenta fantástica, mas o sucesso do resultado depende de mapear a circulação de cada paciente com o ultrassom Doppler para entender exatamente a raiz do problema", pontua o especialista.
Fonte: Dr. Henrique Abreu | Especialista em Cirurgia Vascular
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MARIA JULIA HENRIQUES NASCIMENTO
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