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O Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) não é exclusividade de soldados. Um movimento crescente na neurociência global aponta que o ambiente doméstico e a carga mental excessiva estão gerando o que especialistas chamam de "trauma invisível". No Brasil, onde o número de afastamentos do trabalho por saúde mental bateu recordes em 2024 (mais de 470 mil casos, segundo o Ministério da Previdência), o diagnóstico precisa ser aprofundado. Segundo a neuropsicóloga Dra. Anelise Pirola, idealizadora do Instituto AIDA e especialista em saúde cerebral, o cérebro feminino tem sido levado ao limite por um estado de hipervigilância constante. "O cérebro não diferencia um campo de batalha de uma sala de estar onde impera a tensão. Biologicamente, a resposta de luta ou fuga é a mesma. O problema é que, em casa ou no escritório, essa resposta nunca desliga", explica. O impacto biológico da "Guerra Silenciosa" Diferente de um trauma único e agudo, o Trauma Complexo (C-PTSD) é construído por microestressores diários. Estudos recentes mostram que essa exposição prolongada ao cortisol causa a atrofia do hipocampo (centro da memória) e a hipertrofia da amígdala (centro do medo). "Muitas mulheres acima dos 40 anos chegam ao consultório queixando-se de 'névoa mental' ou perda de performance. O que elas não sabem é que seu cérebro está gastando toda a energia na sobrevivência, não sobrando nada para a criatividade ou para a gestão executiva", afirma a especialista. Tecnologia como aliada na recuperação - A Dra. Anelise defende que o tratamento para esse tipo de desgaste exige mais do que apenas repouso. Ela utiliza tecnologias de Neurofeedback para treinar o cérebro a sair do modo de alerta. "Precisamos ensinar o sistema nervoso a se autorregular novamente. O treinamento de ondas cerebrais permite que essa mulher recupere sua reserva cognitiva e, principalmente, sua identidade, que é drenada pelo medo", pontua. Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
MARIA EMILIA RIBEIRO FARTO
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