Reposição hormonal ganha força no pós-parto e pode destravar emagrecimento feminino

Médica Dra. Lethícia Magalhães aponta que desequilíbrios hormonais impactam metabolismo, energia e autoestima após a maternidade

Por HENRIQUE SOUZA
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Reposição hormonal ganha força no pós-parto e pode destravar emagrecimento feminino
Acervo pessoal
A dificuldade de emagrecer após a maternidade tem levado cada vez mais mulheres a buscar respostas além da dieta e do exercício físico. Segundo a médica Dra. Lethícia Magalhães, o problema, na maioria dos casos, está diretamente ligado a alterações hormonais que ocorrem no corpo feminino após o parto. De acordo com a médica, há uma queda significativa de hormônios como estrogênio e progesterona, enquanto o cortisol conhecido como hormônio do estresse permanece elevado devido à privação de sono e à sobrecarga da rotina materna. “Esse cenário favorece a resistência à insulina e faz com que o corpo passe a acumular gordura, especialmente na região abdominal, mesmo com dieta restritiva”, explica. Além disso, a redução de testosterona e DHEA contribui para a perda de massa muscular e a diminuição do metabolismo basal, fazendo com que o organismo passe a gastar menos calorias em repouso. Nesse contexto, tratar apenas a alimentação tende a ser insuficiente. “Sem corrigir o desequilíbrio hormonal que está por trás, o emagrecimento sustentável simplesmente não acontece”, afirma.

Sinais silenciosos e frequentemente ignorados Segundo a médica, muitas mulheres convivem com sintomas que indicam desequilíbrio hormonal, mas acabam normalizando essas condições como parte da rotina ou do envelhecimento. Entre os principais sinais estão:

● cansaço persistente
● dificuldade para emagrecer
● queda de cabelo
● insônia
● irritabilidade
● baixa libido “Muitas pacientes chegam ao consultório dizendo que não se reconhecem mais. Isso não é apenas cansaço é o corpo sinalizando que algo está fora do equilíbrio”, destaca

Energia, metabolismo e qualidade de vida A fadiga crônica, comum entre mães, também pode ter origem hormonal. Alterações na progesterona, na tireoide e níveis elevados de cortisol impactam diretamente na disposição e no bem-estar. “Quando tratamos esses desequilíbrios, a transformação vai muito além do físico. A paciente recupera energia, clareza mental e qualidade de vida”, afirma. Reposição antes da menopausa Um dos pontos destacados pela médica é que a reposição hormonal não deve ser associada apenas à menopausa. Segundo ela, mulheres a partir dos 35 anos já entram em um processo de queda progressiva hormonal, conhecido como perimenopausa. “Iniciar o suporte hormonal nessa fase pode ser uma estratégia preventiva, protegendo o metabolismo, preservando massa muscular e evitando o ganho de peso”, explica.

Impacto direto na autoestima feminina As alterações hormonais também têm reflexos emocionais importantes. A médica aponta que o desequilíbrio pode afetar humor, libido e percepção corporal. “Quando os hormônios estão desregulados, a mulher não se reconhece nem física nem emocionalmente. Ao reequilibrar esse sistema, ela volta a se sentir inteira. Isso impacta todas as áreas da vida”, afirma. Abordagem integrada no tratamento A médica também desenvolveu o Protocolo Essence, método que propõe uma abordagem personalizada e integrada entre hormônios, metabolismo e estilo de vida. “O erro mais comum é tratar o emagrecimento de forma isolada. Cada paciente tem um bloqueio metabólico diferente pode ser resistência à insulina, disfunção tireoidiana ou excesso de cortisol. Sem identificar isso, o tratamento não funciona de forma duradoura”, explica.

Resultados além da estética Segundo a médica, os primeiros resultados aparecem nas primeiras semanas de tratamento, com melhora do sono, disposição e estabilidade emocional. Com a continuidade, os efeitos incluem: ● perda de peso consistente ● melhora da libido ● saúde da pele e cabelo ● aumento da energia “Mas o principal retorno que recebo não é estético. É quando a paciente diz: ‘voltei a me sentir eu mesma’”, relata. Emagrecimento definitivo exige tratar a causa Para a médica, ignorar a questão hormonal é um dos principais fatores por trás do chamado “efeito sanfona”. “Sem tratar a causa raiz, o corpo luta contra o emagrecimento. O resultado pode até vir, mas não se sustenta”, conclui.

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HENRIQUE DE OLIVEIRA SOUZA
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