O avanço dos medicamentos para emagrecimento trouxe uma nova perspectiva para quem enfrenta dificuldades com peso, metabolismo e saúde hormonal. Entre eles, o Mounjaro tem ganhado destaque pelos resultados expressivos. Mas, para o médico integrativo Cleugo Porto, o sucesso do tratamento não está apenas na medicação — está na forma como ela é conduzida. “O Mounjaro não é uma solução isolada. Ele é uma ferramenta potente dentro de uma estratégia muito maior”, afirma.
Segundo o especialista, o grande erro está em enxergar o medicamento como protagonista absoluto. Embora a tirzepatida atue diretamente no controle do apetite, na regulação glicêmica e na resposta metabólica, ela não resolve, sozinha, os fatores que levaram o paciente até aquele quadro. “Se você não ajusta o terreno biológico, o comportamento e o emocional, o corpo responde — mas não sustenta. O efeito pode até aparecer, mas não permanece”, explica.
É nesse ponto que entra o conceito de tratamento 360°, base da medicina integrativa defendida por Cleugo Porto. A proposta é olhar o paciente de forma completa: metabolismo, inflamação, sono, saúde intestinal, hormônios, nível de estresse e até a relação emocional com a comida. “O corpo não engorda por um único motivo. Ele responde a um conjunto de estímulos. Quando você trata só um, ignora o sistema”, pontua.
O médico reforça que muitos pacientes chegam ao consultório com histórico de tentativas frustradas, apostando em soluções rápidas. Com o Mounjaro, os resultados iniciais costumam ser animadores, mas podem mascarar questões mais profundas. “A medicação reduz o apetite, mas não ensina o paciente a se relacionar melhor com a alimentação. Não corrige padrões emocionais, não regula o sono, não resolve inflamações silenciosas. Se isso não for tratado, o risco de efeito rebote existe”, alerta.
Na prática, o olhar 360° transforma completamente a condução do tratamento. A introdução do Mounjaro vem acompanhada de ajustes nutricionais personalizados, estratégias para controle do estresse, melhora da qualidade do sono e, principalmente, reeducação comportamental. “Não se trata só de perder peso. Trata-se de criar um organismo que funcione melhor, que responda melhor e que não volte ao ponto inicial”, diz.
Cleugo também destaca que o acompanhamento próximo é fundamental para potencializar os efeitos da medicação e evitar distorções no processo. “O Mounjaro acelera resultados, mas sem direção ele pode virar apenas mais uma tentativa. Com direção, ele se torna um divisor de águas”, afirma.
No fim, o médico reforça que a verdadeira transformação não está no remédio, mas na estratégia por trás dele. “O paciente precisa entender que o resultado não vem da caneta. Vem do conjunto. O Mounjaro potencializa — mas é o olhar 360° que sustenta”, conclui.
Fonte e foto: Assessoria de Imprensa.
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KALRHEN CRISTINA BRAGA
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