Em um cenário em que longevidade, bem-estar e alta performance caminham juntos, o tratamento e o retratamento de canal (Endodontia) vêm sendo ressignificados entre os pacientes de perfil mais exigente na região metropolitana de São Paulo. Mais do que uma solução odontológica, o procedimento passa a ser encarado como um investimento estratégico em saúde sistêmica, capaz de preservar dentes naturais e evitar complicações graves que ultrapassam a cavidade bucal.
O estado apresenta um comportamento particular de saúde bucal: dados do levantamento Saúde Bucal Brasil 2023, divulgado pelo Ministério da Saúde, mostram que a região possui uma proporção maior de dentes restaurados (53,06%) e uma taxa menor de dentes perdidos (26,07%) em comparação a outras regiões do país. Como a capital paulista concentra 11,7% do mercado de planos odontológicos e a região metropolitana 19,7%, o público busca cada vez mais tratamentos qualificados e definitivos no lugar de soluções paliativas.
O grande volume de restaurações antigas faz com que, com o passar do tempo, esses dentes possam sofrer infiltrações, fraturas ou falhas, aumentando a demanda por retratamentos conservadores. De acordo com o endodontista Dr. Alexandre Carvalho, especialista credenciado da Unimed Odonto, que atua na região de Guarulhos, “com o tratamento, é possível manter o dente em sua função, tanto estética, quanto mastigatória, não sendo necessária a extração.
Para o especialista, a evolução tecnológica tem sido determinante para entregar a agilidade que esse perfil de paciente exige. “Atualmente, a agilidade na realização desse procedimento, devido a localizadores do tamanho certo a ser trabalhado, equipamentos rotatórios, microscopia, e uso de materiais únicos para seu fechamento, encurtam o processo. Em sua grande maioria, são realizados em uma única sessão”, explica o especialista.
Apesar da busca por prevenção, ainda existe um comportamento cultural de esperar a dor aparecer para buscar atendimento. Alguns sintomas não podem ser negligenciados, como explica o Dr. Alexandre: “Dores fortes, dor aumentada com frio ou quente que não passa com medicação, além da presença de fístulas ou edemas na região, são sinais claros da necessidade de interceder junto à polpa do dente”.
Ignorar os sinais representa um risco grave à saúde geral. “Quando o tratamento não é realizado, podemos ter uma proliferação de bactérias que podem invadir inclusive a corrente sanguínea, podendo levar até a morte do paciente”, alerta Carvalho. Na boca, a ausência de tratamento permite a evolução da cárie e, consequentemente, a perda do dente.
Evitar extrações é fundamental, pois perdas dentárias levam à mudança de posição dos outros dentes e a problemas na oclusão. No entanto, o especialista ressalta que o sucesso a longo prazo depende do compromisso do paciente com os cuidados pós-procedimento. “Após o tratamento de canal, indicamos sempre a reabilitação do dente da maneira mais adequada, seja com restauração ou até mesmo coroa. Não adianta o paciente fazer o canal e não promover o fechamento definitivo do dente”, orienta.
Uma vez tratado e reabilitado, o dente volta a exercer sua função estética e mastigatória de forma plena, promovendo não só a melhora na alimentação e no posicionamento da arcada, mas também elevando a autoestima e a qualidade de vida do paciente. “O foco não é apenas tratar a dor, mas garantir longevidade ao dente. O retratamento devolve função e segurança, alinhando saúde bucal ao cuidado integral do organismo”, finaliza o cirurgião-dentista.
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ROBERTA BASTOS VIEIRA
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