Exigente público paulistano está investindo cada vez mais no retratamento para longevidade de seus dentes

Em comparação com outras regiões do país, há uma proporção maior de dentes restaurados que perdidos

Por ROBERTA VIEIRA
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Exigente público paulistano está investindo cada vez mais no retratamento para longevidade de seus dentes
Divulgação/FreepiK

Em um cenário em que longevidade, bem-estar e alta performance caminham juntos, o tratamento e o retratamento de canal (Endodontia) vêm sendo ressignificados entre os pacientes de perfil mais exigente na região metropolitana de São Paulo. Mais do que uma solução odontológica, o procedimento passa a ser encarado como um investimento estratégico em saúde sistêmica, capaz de preservar dentes naturais e evitar complicações graves que ultrapassam a cavidade bucal.

O estado apresenta um comportamento particular de saúde bucal: dados do levantamento Saúde Bucal Brasil 2023, divulgado pelo Ministério da Saúde, mostram que a região possui uma proporção maior de dentes restaurados (53,06%) e uma taxa menor de dentes perdidos (26,07%) em comparação a outras regiões do país. Como a capital paulista concentra 11,7% do mercado de planos odontológicos e a região metropolitana 19,7%, o público busca cada vez mais tratamentos qualificados e definitivos no lugar de soluções paliativas. 

O grande volume de restaurações antigas faz com que, com o passar do tempo, esses dentes possam sofrer infiltrações, fraturas ou falhas, aumentando a demanda por retratamentos conservadores. De acordo com o endodontista Dr. Alexandre Carvalho, especialista credenciado da Unimed Odonto, que atua na região de Guarulhos, “com o tratamento, é possível manter o dente em sua função, tanto estética, quanto mastigatória, não sendo necessária a extração.

Para o especialista, a evolução tecnológica tem sido determinante para entregar a agilidade que esse perfil de paciente exige. “Atualmente, a agilidade na realização desse procedimento, devido a localizadores do tamanho certo a ser trabalhado, equipamentos rotatórios, microscopia, e uso de materiais únicos para seu fechamento, encurtam o processo. Em sua grande maioria, são realizados em uma única sessão”, explica o especialista.

Apesar da busca por prevenção, ainda existe um comportamento cultural de esperar a dor aparecer para buscar atendimento. Alguns sintomas não podem ser negligenciados, como explica o Dr. Alexandre: “Dores fortes, dor aumentada com frio ou quente que não passa com medicação, além da presença de fístulas ou edemas na região, são sinais claros da necessidade de interceder junto à polpa do dente”.

Ignorar os sinais representa um risco grave à saúde geral. “Quando o tratamento não é realizado, podemos ter uma proliferação de bactérias que podem invadir inclusive a corrente sanguínea, podendo levar até a morte do paciente”, alerta Carvalho. Na boca, a ausência de tratamento permite a evolução da cárie e, consequentemente, a perda do dente.

Evitar extrações é fundamental, pois perdas dentárias levam à mudança de posição dos outros dentes e a problemas na oclusão. No entanto, o especialista ressalta que o sucesso a longo prazo depende do compromisso do paciente com os cuidados pós-procedimento. “Após o tratamento de canal, indicamos sempre a reabilitação do dente da maneira mais adequada, seja com restauração ou até mesmo coroa. Não adianta o paciente fazer o canal e não promover o fechamento definitivo do dente”, orienta.

Uma vez tratado e reabilitado, o dente volta a exercer sua função estética e mastigatória de forma plena, promovendo não só a melhora na alimentação e no posicionamento da arcada, mas também elevando a autoestima e a qualidade de vida do paciente. “O foco não é apenas tratar a dor, mas garantir longevidade ao dente. O retratamento devolve função e segurança, alinhando saúde bucal ao cuidado integral do organismo”, finaliza o cirurgião-dentista.


 

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ROBERTA BASTOS VIEIRA
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