Dores no joelho ao praticar atividade física? Especialista apresenta soluções

Considerada uma das queixas mais comuns nos treinos, o problema exige atenção para evitar agravamentos e realizar as práticas com segurança

Por LUCKY ASSESSORIA
6 Min

Dores no joelho ao praticar atividade física? Especialista apresenta soluções
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Você começa o treino normalmente, mas, ao descer para o agachamento ou aumentar o ritmo na corrida, o joelho “avisa”. No início, parece algo pontual, um incômodo que vai embora depois, mas com o passar dos dias, a dor se torna mais frequente, aparece em movimentos simples e começa a limitar o desempenho. Situações como essa são mais comuns do que parecem e ajudam a explicar por que a dor no joelho está entre as principais queixas de quem pratica atividade física, exigindo atenção desde os primeiros sinais para evitar agravamentos e manter a prática com segurança.

Para Jéssica Ramalho, fisioterapeuta e fundadora da Acuidar, maior rede de cuidadores da América Latina, esse tipo de dor raramente tem uma única causa. A profissional explica que, em muitos casos, ela resulta de uma combinação de fatores: aumento brusco de carga ou intensidade, repetição excessiva de movimentos, desalinhamento corporal, falta de mobilidade e, principalmente, desequilíbrios musculares. Quando músculos como glúteos e quadríceps não oferecem suporte adequado, o joelho passa a absorver uma carga maior do que deveria. “O joelho é uma articulação de transição, ele depende muito do que acontece acima e abaixo dele. Quando há falha nesse sistema, a sobrecarga aparece ali como um sinal de alerta”, explica. Segundo ela, até mesmo pequenos erros de execução, repetidos ao longo do tempo, podem desencadear o problema.

A prevenção, portanto, começa em respeitar a progressão de carga, investir em fortalecimento muscular, especialmente de quadríceps, glúteos e core, manter a mobilidade articular e garantir uma boa técnica na execução dos exercícios. Aquecimento adequado e pausas para recuperação também entram como fatores importantes nesse processo. “Não é só sobre treinar mais, mas treinar melhor. Um corpo preparado distribui melhor o esforço e protege as articulações”, reforça Jéssica.

Um ponto importante está em diferenciar o desconforto esperado de um sinal de alerta mais sério. Dores relacionadas à carga costumam aparecer durante ou logo após o exercício e tendem a melhorar com descanso e ajustes simples. Já quadros mais complexos apresentam dor persistente, inchaço, sensação de instabilidade, estalos acompanhados de dor ou limitação de movimento. Nesses casos, a avaliação profissional se torna indispensável. “Quando a dor começa a interferir na rotina ou não melhora com repouso, já não é algo para ignorar. O ideal é investigar o quanto antes para evitar a evolução do quadro”, orienta.

Para quem já convive com o desconforto, a escolha das modalidades faz diferença direta. Atividades de baixo impacto, como natação, hidroginástica, bicicleta ergométrica e caminhada em ritmo controlado, tendem a ser mais seguras, pois mantêm o corpo ativo sem sobrecarregar a articulação. Em contrapartida, exercícios com impacto repetitivo, como corrida em alta intensidade ou crossfit, podem agravar o quadro quando não há preparo adequado. Isso não significa que precisam ser totalmente excluídos, mas sim adaptados. Redução de carga, ajuste de intensidade, controle de amplitude e correção de técnica permitem que muitas dessas atividades sejam mantidas com segurança, desde que haja orientação.

Jéssica reforça que as adaptações, aliás, são parte central do processo de recuperação e continuidade. Ajustar o treino à condição de cada pessoa evita a interrupção total das atividades e contribui para uma evolução mais consistente. “Nem sempre a solução é parar, mas entender como continuar sem agredir a articulação. Com orientação, é possível manter uma rotina ativa e segura”, destaca.

Entre os idosos, esse cuidado ganha ainda mais relevância. A redução natural da massa muscular, da estabilidade e da propriocepção aumenta o risco de dor e lesões. Ainda assim, a prática de atividade física segue sendo essencial para preservar autonomia e qualidade de vida. Nesse contexto, a presença de assistência especializada durante os exercícios faz diferença direta. “O acompanhamento garante não só a execução correta, mas também segurança para adaptar cada movimento conforme a necessidade”, afirma a fisioterapeuta. A presença de um cuidador ou profissional capacitado ajuda a prevenir quedas, ajustar o ritmo e oferecer suporte imediato em caso de desconforto.

Em relação à solução, a dor no joelho tem, sim, tratamento e, em muitos casos, reversão completa. O caminho passa por identificar a causa, corrigir desequilíbrios, fortalecer a musculatura e reeducar os padrões de movimento. Fisioterapia, treino orientado e mudanças na rotina costumam trazer resultados, especialmente quando iniciados precocemente. Em quadros mais avançados, pode ser necessário um acompanhamento médico mais específico, mas a tendência é que, com o cuidado adequado, seja possível retomar as atividades com segurança.

 


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MARIANA DO PATROCINIO DE SOUZA
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FONTE: Lucky Assessoria
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