Revista Veritas Velupta lança 7º volume com reflexões sobre autoria, território e produção artística independente

Confira os destaques da edição

Por BRUNA RIBEIRO
4 Min

Revista Veritas Velupta lança 7º volume com reflexões sobre autoria, território e produção artística
Foto: Rodrigo Lopes / Artes: Anderson Cosme
A revista digital Veritas Velupta, da Velupta Produções, lança seu sétimo volume reunindo artistas e pensadores que investigam como diferentes criadores assumem a própria narrativa em contextos em que os espaços de expressão ainda são limitados. A nova edição percorre teatro, cinema, escrita e iniciativas comunitárias para discutir autoria, pertencimento e os modos de produção que emergem dentro e fora das estruturas tradicionais da cultura.

A abertura da edição apresenta a roteirista, diretora e atriz Chan Suuan, que relata sua experiência ao ocupar múltiplas funções em um set de filmagem do curta-metragem ‘Culto ao Feminino’ para garantir que suas histórias sejam realizadas com autonomia. A conversa aborda os desafios da criação independente e as estratégias encontradas por realizadores que desejam manter o controle sobre seus projetos.


O cinema também aparece no destaque dedicado ao filme ‘Do Nosso Jeito’, produzido pela Curta Delas, dirigido e roteirizado por Julia Rufino e Angélica Di Paula. O trabalho acompanha mulheres que rejeitam o apagamento de suas experiências e assumem o protagonismo de suas próprias histórias.

No teatro, o ator Gustavo Rezende comenta o processo de interpretar o cantor Raul Seixas no espetáculo ‘Rita Lee – Uma Autobiografia Musical’. A montagem recupera momentos da trajetória de Rita Lee e dialoga com diferentes gerações de espectadores ao revisitar ícones da música brasileira.

A edição também apresenta o trabalho do Ponto de Cultura Pão, Paz e Poesia, iniciativa localizada em Itapecerica da Serra que mantém atividades voltadas à literatura e à produção cultural comunitária. O projeto articula oficinas, encontros e ações formativas que fortalecem a circulação da palavra e da criação artística no território.

Na seção D. Vagando em Veritas, o cineasta Moisés Borges assina o artigo “Da Sala Escura ao Algoritmo: o fim do cinema como conhecemos?”, no qual discute a transformação da experiência cinematográfica diante da expansão das plataformas digitais. O texto questiona o impacto do consumo fragmentado de filmes e propõe uma reflexão sobre o papel da sala de cinema como espaço coletivo.

Também na mesma seção, a produtora cultural Bruna Ribeiro escreve “Como diria Dawson Leery: A vida não tem oposto”, artigo que analisa o luto público por figuras conhecidas e a maneira como relações parassociais criam vínculos afetivos entre artistas e público.

O volume se completa com a seção Crônicas entre Magnólias, dedicada à escrita ensaística. A atriz Evy Santos apresenta “A Coragem de Criar Raízes”, texto que utiliza a imagem da árvore como reflexão sobre permanência e crescimento. Já o cineasta Anderson Cosme assina “Tinnitus”, crônica que transforma o silêncio da madrugada em matéria narrativa para observar inquietações do cotidiano contemporâneo.

A nova edição já está disponível gratuitamente no site da Velupta Produções: https://velupta.my.canva.site/veritas-velupta
 

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Bruna Ribeiro dos Santos
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