O custo físico da maternidade: como tratar lesões de coluna e punho sem interromper o cuidado com o bebê

Carregar o filho e amamentar são tarefas que sobrecarregam as articulações; saiba como o fortalecimento direcionado e terapias regenerativas evitam que dores agudas se tornem limitações permanentes para as mães.

Por Bendita Letra
4 Min

Dr. Rafael Raso — Médico ortopedista especialista em tratamento não cirúrgico das lesões ortopédicas

 

Segundo dados da Fiocruz, dores musculoesqueléticas estão entre as queixas mais frequentes no pós-parto, especialmente na região lombar, cervical e nos punhos. O esforço repetitivo de carregar o bebê, somado às longas horas de amamentação e às mudanças hormonais da gestação, aumenta a sobrecarga sobre músculos, tendões e articulações.Na prática, muitas mulheres convivem diariamente com dores intensas enquanto tentam manter a rotina de cuidados com o filho, frequentemente adiando o tratamento por falta de tempo ou receio de interromper a maternidade ativa.

Esse cenário costuma ser silencioso. Em meio à adaptação à maternidade, privação de sono e nova rotina, muitas mães acabam negligenciando os sinais do próprio corpo. O problema é que pequenas inflamações podem evoluir para limitações mais sérias quando não tratadas corretamente. O organismo literalmente pede ajuda e a resposta costuma ser: “depois eu vejo isso”. 

Entre os quadros mais comuns está a tendinite de De Quervain, conhecida como “tendinite materna”, que provoca dor na região do punho e do polegar devido ao esforço repetitivo ao carregar o bebê. Já as dores lombares aparecem com frequência por causa da sobrecarga postural e da perda de estabilidade muscular após a gestação. Em alguns casos, atividades simples, como segurar a criança ou levantá-la do berço, passam a gerar dor intensa.

Para o ortopedista Dr. Rafael Raso, especialista em tratamento não cirúrgico das lesões ortopédicas, um dos principais erros é normalizar a dor durante a maternidade. Segundo ele, buscar tratamento precoce faz diferença tanto na recuperação quanto na prevenção de lesões crônicas. “Muitas mães acreditam que sentir dor faz parte dessa fase e acabam adiando o cuidado. Quando o tratamento começa cedo, conseguimos evitar que o quadro evolua e preserve a autonomia da paciente”, explica.

Dentro da abordagem conservadora, o objetivo não é apenas aliviar a dor temporariamente, mas recuperar função, mobilidade e força muscular. O tratamento inclui fortalecimento direcionado, correção biomecânica e terapias regenerativas que auxiliam na recuperação dos tecidos inflamados sem necessidade de cirurgia na maioria dos casos.

Além do impacto físico, dores persistentes também afetam o bem-estar emocional. Quando movimentos básicos passam a gerar desconforto constante, a exaustão física se soma à sobrecarga mental já comum no pós-parto. Muitas mulheres relatam sensação de culpa por não conseguirem executar tarefas simples sem dor, criando um ciclo de desgaste contínuo.

Nesse contexto, o especialista reforça a importância de abandonar a ideia de que dores intensas fazem parte obrigatória da maternidade. O acompanhamento adequado permite tratar lesões ainda no início, evitando limitações permanentes e garantindo mais qualidade de vida para a mulher durante essa fase.


Saiba mais sobre o trabalho do Dr. Rafael Raso: @dr.rafaelraso

Fonte: Dr. Rafael Raso — Médico ortopedista especialista em tratamento não cirúrgico das lesões ortopédicas


 

 

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