Rio de Janeiro, maio de 2026 – A busca por tratamentos para perda de peso ganhou um novo impulso no Brasil. Na SegMedic, rede de clínicas ambulatoriais, os atendimentos em endocrinologia registraram aumento de 95% em abril deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025. O crescimento acompanha a popularização das chamadas “canetas emagrecedoras”, baseadas em análogos de GLP-1.
O avanço expressivo reflete uma mudança no comportamento dos pacientes e no próprio debate sobre obesidade e saúde metabólica. Impulsionados por avanços científicos e pela ampla visibilidade nas redes sociais, esses medicamentos passaram a ocupar espaço central nas consultas médicas.
“Observamos uma ascensão muito acelerada na procura pelos análogos de GLP-1. A eficácia já era conhecida, mas a velocidade com que se tornaram um fenômeno global foi surpreendente. Nosso papel é garantir que essa inovação esteja sempre acompanhada de rigor médico, priorizando a segurança do paciente e o tratamento individualizado”, afirma o Dr. Victor Camillo.
Segundo a SegMedic, o aumento na demanda não se limita a pacientes com indicação clínica já estabelecida. Uma parcela significativa busca entender o funcionamento das terapias, enquanto outra já chega aos consultórios interessada em iniciar o uso.
De acordo com o especialista, é fundamental respeitar critérios clínicos. “Esses medicamentos são indicados principalmente para pacientes com diabetes tipo 2, obesidade (IMC acima de 30) ou sobrepeso associado a comorbidades, como hipertensão e esteatose hepática. Fora dessas condições, especialmente quando utilizados apenas com finalidade estética, o uso é inadequado e pode trazer riscos à saúde”, explica.
Efeitos colaterais exigem atenção e acompanhamento
Apesar dos benefícios, o uso dos análogos de GLP-1 não é isento de riscos. Entre os principais efeitos adversos estão desidratação, distúrbios gastrointestinais e perda de massa muscular, além de complicações mais graves, como pancreatite.
A popularização nas redes sociais tem contribuído para a percepção equivocada de que se trata de uma solução rápida e segura para emagrecimento. Sem acompanhamento médico, não há controle adequado de dose nem monitoramento metabólico, o que compromete tanto a segurança quanto a eficácia do tratamento.
“O uso dessas medicações não deve ser isolado, mas parte de uma estratégia de saúde. Sem uma avaliação criteriosa das funções renais, hepáticas e do histórico do paciente, o risco é desnecessário. O emagrecimento saudável exige preservação da massa muscular e acompanhamento contínuo. Mais do que o resultado na balança, é preciso buscar equilíbrio metabólico com segurança”, reforça o médico.
Nesse cenário, clínicas especializadas ganham protagonismo ao equilibrar acesso, orientação e segurança. A atuação vai além da prescrição, integrando o uso da medicação a um plano de cuidado multidisciplinar, com acompanhamento nutricional e monitoramento contínuo.
Abordagens que prometem resultados rápidos ou soluções milagrosas devem ser evitadas. A prioridade deve ser sempre a informação baseada em evidências científicas e o cuidado responsável com a saúde.
Sobre a SegMedic
A SegMedic é uma rede de clínicas ambulatoriais referência em assistência à saúde no estado do Rio de Janeiro, oferecendo mais de 25 especialidades médicas e mais de 3.000 tipos de exames laboratoriais e complementares. Conta com uma equipe médica altamente qualificada e uma infraestrutura moderna, segura e acolhedora. A empresa tem como missão cuidar das pessoas, proporcionando um serviço de saúde de qualidade a um valor acessível. O acesso à saúde é mais do que uma demanda: é uma necessidade essencial. O compromisso da SegMedic é garantir atendimento humanizado, eficiente e acessível para toda a população.
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MARCIA GOMES DE BRITTO
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