Estética sem cirurgia cresce entre pacientes que buscam resultados rápidos e naturais
Procedimentos minimamente invasivos ganham espaço no Brasil impulsionados pela praticidade, menor tempo de recuperação e busca por aparência mais discreta
PorJOãO PEDRO•
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A procura por procedimentos estéticos minimamente invasivos segue em crescimento no Brasil e acompanha mudanças no comportamento dos pacientes nos últimos anos. Tratamentos como toxina botulínica, preenchimentos faciais, bioestimuladores de colágeno, lasers e ultrassom microfocado passaram a ocupar espaço cada vez maior nos consultórios, principalmente entre pessoas que buscam rejuvenescimento com menor tempo de recuperação e resultados mais sutis.
O movimento acompanha a expansão do mercado brasileiro de beleza e cuidados pessoais. Dados divulgados pela Euromonitor International mostram que o Brasil voltou ao Top 3 global do setor de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos nos últimos anos. O segmento movimentou R$ 156,5 bilhões no período, com crescimento de 12,7%. A projeção da consultoria é que o faturamento do setor continue em expansão até 2028, podendo ultrapassar R$ 235 bilhões.
Na área dos procedimentos estéticos, levantamento da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS) aponta que o Brasil registrou mais de 3,3 milhões de procedimentos não cirúrgicos, ficando em segundo lugar no ranking mundial, atrás apenas dos Estados Unidos. Entre os tratamentos mais realizados estão aplicações de toxina botulínica, preenchimentos com ácido hialurônico e tecnologias voltadas ao estímulo de colágeno e rejuvenescimento facial.
Para a dermatologista e professora de dermatologia da Afya Educação Médica do Rio de Janeiro, Thais Barcellos, a procura por técnicas menos invasivas está relacionada a uma mudança no perfil dos pacientes e na forma como a estética passou a ser percebida. “Hoje existe uma busca muito maior por naturalidade. Os pacientes querem melhorar aspectos específicos da aparência sem transformar completamente o rosto ou perder características próprias. Além disso, são procedimentos que permitem retorno rápido à rotina e menor tempo de recuperação”, afirma.
Segundo a médica, outro fator importante é o crescimento da chamada estética preventiva, principalmente entre adultos mais jovens. “Muitos pacientes chegam ao consultório antes mesmo do aparecimento de marcas profundas de envelhecimento. Existe uma preocupação crescente com qualidade da pele, prevenção da flacidez e estímulo de colágeno de forma gradual”, explica.
Além da praticidade, a exposição constante nas redes sociais também influencia diretamente a procura por procedimentos estéticos. A facilidade de acesso às clínicas e a popularização de conteúdos sobre autocuidado e rejuvenescimento ajudaram a ampliar o interesse por tratamentos considerados menos agressivos. Outro movimento observado nos consultórios é o aumento da demanda masculina, especialmente por procedimentos associados ao rejuvenescimento discreto e preservação da aparência natural.
A professora da Afya Educação Médica ressalta, porém, que a popularização dos procedimentos exige atenção à segurança e à individualização dos tratamentos. Ela destaca que a avaliação profissional continua sendo essencial para evitar excessos, respeitar características anatômicas e garantir resultados equilibrados.
Com recuperação mais rápida, menor invasão e resultados progressivos, os procedimentos sem cirurgia passaram a fazer parte da rotina de pacientes que priorizam praticidade, prevenção e mudanças mais sutis na aparência.
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