Freepik
Em um momento em que cresce a busca por resultados mais naturais nos procedimentos estéticos, dermatologistas apontam uma mudança importante no comportamento dos pacientes: o objetivo já não é promover grandes mudanças no rosto, mas preservar características individuais e retardar os sinais do envelhecimento de forma equilibrada. Segundo a dermatologista Patrícia Dalboni, essa nova abordagem reflete uma estética mais consciente, que combina procedimentos e hábitos de vida saudáveis. Nos últimos anos, a estética facial passou por uma transição silenciosa nos consultórios. Procedimentos excessivos, que muitas vezes resultavam em rostos padronizados, vêm perdendo espaço para técnicas que respeitam a anatomia e as características individuais de cada paciente. “Os resultados mais bonitos surgem quando a pessoa entende que não precisa mudar quem ela é, mas apenas valorizar seus pontos fortes e suavizar o que a incomoda”, explica a especialista. Menos intervenção, mais equilíbrio Procedimentos como toxina botulínica e preenchimentos continuam sendo ferramentas importantes na dermatologia estética, mas o uso mais conservador tem se tornado a principal tendência. “A ideia não é apagar completamente as marcas de expressão, mas suavizá-las mantendo a naturalidade do rosto”, destaca Dalboni. Segundo a dermatologista, a maior evolução da área nos últimos anos foi justamente alcançar resultados que preservam a identidade do paciente. “Hoje conseguimos promover rejuvenescimento e vitalidade respeitando a fase de vida e as características de cada pessoa.” O envelhecimento acontece em camadas Uma das queixas mais frequentes nos consultórios é a sensação de que o rosto está “derretendo”. De acordo com Dalboni, essa percepção tem base científica e vai além das rugas superficiais. “O envelhecimento ocorre em diferentes camadas da face. Há reabsorção óssea, perda de compartimentos de gordura e diminuição da produção de colágeno. Tudo isso interfere na sustentação da pele”, explica. Nesse contexto, os bioestimuladores de colágeno têm ganhado destaque. Diferentemente dos preenchedores tradicionais, que adicionam volume imediato, essas substâncias estimulam o organismo a produzir colágeno, promovendo melhora gradual da firmeza e da elasticidade da pele. Estilo de vida também faz parte do tratamento Outro ponto cada vez mais valorizado na dermatologia moderna é a relação entre estética e qualidade de vida. Para a dermatologista Patrícia Dalboni, os resultados de qualquer procedimento dependem diretamente da rotina do paciente. “A pele reflete nossos hábitos. Estresse, alimentação, sono e exposição solar têm impacto direto na saúde cutânea”, afirma. Por isso, os protocolos atuais costumam associar procedimentos em consultório a cuidados diários, como limpeza adequada da pele e uso regular de protetor solar, inclusive em ambientes fechados ou com exposição indireta à luz. Nesse cenário, a estética caminha para um conceito mais amplo de cuidado: menos urgência por transformações imediatas e mais foco em saúde da pele, prevenção e manutenção da beleza natural ao longo do tempo. Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
GILCEMARA ALVES GAMA
[email protected]