Aumento da idade materna em MG impulsiona demanda por obstetrícia de alta complexidade
Com cada vez mais mulheres engravidando a partir dos 35 anos, o planejamento do parto exige tecnologia e monitoramento rigoroso para garantir a segurança da mãe e do bebê.
Dr. Michael Zarnowski — Ginecologista especialista em Endometriose
O perfil da maternidade em Minas Gerais mudou de forma drástica nos últimos anos, e basta olhar ao redor para perceber que as prioridades das mulheres são outras. A busca por estabilidade financeira e a consolidação da carreira têm feito com que os planos de ter filhos fiquem para mais tarde. De acordo com o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), do Ministério da Saúde, o número de mineiras que se tornaram mães após os 35 anos saltou mais de 60% na última década. Essa mudança de comportamento trouxe um reflexo imediato para as maternidades do estado, que hoje enfrentam uma procura sem precedentes por obstetrícia de alta complexidade.
Gerar uma vida um pouco mais tarde é uma escolha legítima, mas que exige um olhar muito mais atento, já que o corpo impõe alguns limites. Nessa fase, as chances de aparecerem quadros como diabetes gestacional e pressão alta aumentam consideravelmente. De acordo com o ginecologista e obstetra Michael Zarnowski, esse novo cenário pede uma postura proativa tanto das futuras mães quanto dos médicos, que precisam começar a trabalhar muito antes do teste de gravidez dar positivo.
"O avanço da idade materna não deve ser encarado com medo, mas sim com responsabilidade e planejamento. O segredo para uma gestação segura após os 35 anos está na antecipação de riscos. Quando realizamos um acompanhamento minucioso, conseguimos detectar precocemente qualquer alteração e intervir a tempo, garantindo que a jornada seja o mais tranquila possível para a mãe e para a criança", afirma o especialista.
Para dar conta dessa realidade, hospitais e consultórios mineiros precisaram correr para se modernizar. Equipamentos de monitoramento fetal de última geração e exames de imagem de altíssima resolução deixaram de ser luxo e viraram itens obrigatórios no dia a dia. É essa tecnologia de ponta que permite aos médicos acompanhar cada detalhe do desenvolvimento do bebê ainda no útero, trazendo a segurança necessária para tomar decisões rápidas na hora do parto.
Zarnowski lembra que, embora as máquinas ajudem muito, o acolhimento humano e personalizado ainda é o que faz a diferença. Mulheres que convivem com condições preexistentes, como a endometriose, que muitas vezes é o próprio motivo pelo qual a gravidez foi adiada, precisam de um cuidado ainda mais cirúrgico. "Cada corpo responde de uma maneira e, no caso de gestações tardias ou de alta complexidade, o monitoramento rigoroso e o uso de recursos avançados nos dão a segurança necessária para conduzir partos complexos com o mesmo índice de sucesso de uma gravidez de baixo risco", pontua o médico.
Saiba mais sobre o trabalho do Dr. Michael Zarnowski: @drmichaelzarnowski
Fonte: Dr. Michael Zarnowski — Ginecologista especialista em Endometriose
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