Dia Mundial do Rim: ADJ Diabetes Brasil alerta para relação entre diabetes e doença renal crônica

Instituição promove ação para reforçar que o controle da glicemia e o diagnóstico precoce evitam complicações renais

Por FERNANDA VENTURA
6 Min

Dia Mundial do Rim: ADJ Diabetes Brasil alerta para relação entre diabetes e doença renal crônica
Banco de Imagens - Freepik

Como forma de alertar a população sobre a relação entre o diabetes e o desenvolvimento da doença renal crônica, a ADJ Diabetes Brasil realiza, no próximo sábado (14), uma ação gratuita de orientação à saúde e cuidados preventivos. A iniciativa acontece na sede da instituição, no bairro da Água Branca, em São Paulo, das 9h às 14h.

Durante o evento, o público terá acesso a testes de saúde, a recomendações profissionais e a atividades educativas. O objetivo é reforçar a campanha de conscientização do Dia Mundial do Rim, que acontece em março, por meio de informações e pelo estímulo à prevenção da condição que pode evoluir de forma silenciosa e levar à perda progressiva da função do órgão.

Segundo a médica nefrologista Cynthia Borges, entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença renal crônica estão o pré-diabetes, o diabetes, a hipertensão e a obesidade. No caso das pessoas com diabetes, níveis elevados de glicose no sangue ao longo do tempo podem danificar os pequenos vasos sanguíneos dos rins, levando à chamada nefropatia diabética, uma das complicações mais comuns da enfermidade.

Um dos fatores que reforçam a importância do projeto é que tal relação ainda é desconhecida por parte da população. Uma pesquisa nacional realizada pelo Instituto Datafolha, em 2025, aponta que apenas 10% dos brasileiros sabem que o mau controle do diabetes pode causar problemas nos rins ou no coração.

Cynthia destaca que a doença renal crônica pode ser controlada quando o diagnóstico ocorre de forma precoce. No entanto, nas fases iniciais, costuma evoluir sem sintomas, o que dificulta a identificação do problema.

“Por isso, é fundamental que pessoas com diabetes realizem acompanhamento médico regular e exames periódicos. Testes simples de sangue e urina podem identificar alterações na função dos rins antes que a doença evolua”, reforça a nefrologista.

Panorama da doença renal crônica no Brasil

De acordo com estimativa da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), mais de 170 mil pessoas dependem atualmente de diálise no Brasil, tratamento indicado quando os rins perdem grande parte da sua capacidade de filtração. Diante desse cenário, além da prevenção, avanços terapêuticos também têm sido incorporados ao sistema de saúde.

Em maio de 2025, o Ministério da Saúde publicou a Portaria SECTICS/MS nº 26, que determinou a incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS) do ciclossilicato de zircônio sódico para o tratamento da hiperpotassemia em pacientes com doença renal crônica nos estágios 4 e 5. A norma estabeleceu prazo de até 180 dias para a disponibilização do medicamento na rede pública, período já expirado.

 A especialista explica que a hiperpotassemia é uma condição caracterizada pelo excesso de potássio no sangue, complicação relativamente comum em pessoas com doença renal avançada, quando os rins deixam de eliminar adequadamente essa substância do organismo. A medicação recomendada para tratamento atua no trato gastrointestinal, ligando-se ao potássio e favorecendo sua eliminação, o que ajuda a reduzir os níveis da substância no sangue e prevenir complicações graves, como alterações no ritmo cardíaco.

“Em pacientes em estágio avançado da doença, o controle dos níveis de potássio é essencial, porque a hiperpotassemia pode trazer riscos importantes à saúde, inclusive cardiovasculares. A incorporação de novas opções terapêuticas ao SUS representa um avanço no cuidado dessas pessoas”, afirma Cynthia.

Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que cerca de 10% da população mundial vive com algum grau de doença renal crônica.

SERVIÇO

A ADJ Diabetes Brasil - evento de orientação em saúde com foco na prevenção do diabetes e no cuidado com a saúde renal.

Data: 14 de março de 2026
Horário: das 9h às 14h
Local: Rua Padre Antônio Tomás, 213 – Água Branca – São Paulo
Gratuito.

Exames – das 9h às 14h
• Teste de glicemia
• Aferição de pressão arterial
• Teste de creatinina
• Avaliação da taxa de filtração glomerular (TFG)
• Orientações profissionais sobre saúde renal e diabetes

Dra. Cynthia Borges, médica nefrologista
Eliane Xavier, enfermeira nefrologista

10h – Momento com o médico
Tema: A saúde dos seus rins
Com Dr. Thiago Diaz, médico nefrologista e com Dário Rosa Mondini, profissional de Educação Física

13h às 14h – Venha dançar com a gente
Com Wesley Ribeiro, professor de Educação Física

Evento gratuito e aberto ao público


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FERNANDA CRISTINA VENTURA MANERA
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