Retinógrafos comprados pelo Ministério da Saúde vão diminuir casos de cegueira
Sociedade Brasileira de Diabetes aprova medida; projeto executado no Rio Grande do Sul mostra eficiência desses equipamentos na detecção da retinopatia diabética
PorROSE GUIRRO•
10 Min
Divulgação/SBD
A Sociedade Brasileira de Diabetes está otimista com o anúncio do Ministério da Saúde dentro do Novo PSC Saúde, que prevê investimentos de cerca de R$ 1,8 bilhão para modernizar Unidades Básicas de Saúde (UBS) em mais de 5 mil municípios brasileiros. Isso porque dentre os equipamentos que serão comprados estão os retinógrafos portáteis, aparelhos fundamentais para o diagnóstico precoce de doenças oculares em idosos e pessoas com diabetes.
Os retinógrafos são equipamentos capazes de fotografar o fundo do olho, permitindo identificar alterações na retina associadas a doenças como retinopatia diabética, glaucoma, hipertensão arterial e degeneração macular. “O uso desses equipamentos na atenção primária pode ampliar significativamente o rastreamento precoce e reduzir casos de perda irreversível da visão, especialmente entre pacientes com diabetes, uma das principais causas de cegueira evitável no Brasil”, afirma dr. João Eduardo Salles, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes. O exame é rápido, indolor e não invasivo.
O médico oftalmologista Fernando Malerbi, coordenador do Departamento de Saúde Ocular da SBD, explica que os equipamentos serão integrados às estratégias de telessaúde do SUS, permitindo que imagens sejam enviadas remotamente para avaliação de especialistas. “O objetivo é ampliar o acesso ao diagnóstico em regiões com escassez de oftalmologistas, diminuindo filas e acelerando o início do tratamento”, afirma.
O que é retinopatia diabética De acordo com dr. Malerbi, o diabetes, quando não controlado, pode causar uma doença nos olhos chamada retinopatia diabética. O excesso de glicose no sangue lesa os pequenos vasos sanguíneos da retina (no fundo do olho), podendo causar vazamentos e hemorragias. Se a doença não for tratada, pode levar à cegueira bilateral e irreversível. No Brasil, a retinopatia diabética está entre as principais causas de cegueira na população.
Por isso, pessoas com diabetes devem realizar o exame de fundo de olho pelo menos uma vez ao ano. Na presença de hipertensão arterial, doença renal, anemia, tabagismo ou gravidez, os cuidados precisam ser ainda maiores, já que esses fatores podem acelerar a progressão da doença.
O controle adequado do diabetes, da pressão arterial, da glicemia e dos níveis de lipídios é fundamental para prevenir a retinopatia diabética. Esse cuidado envolve hábitos de vida saudáveis e o uso correto das medicações, quando necessário.
Quanto mais cedo o controle for iniciado após o diagnóstico do diabetes, maiores são as chances de retardar a progressão da doença ocular e preservar a visão. Os principais sintomas iniciais da retinopatia são visão embaçada/turva, flashes de luz e manchas escuras ou distorções na visão. No estágio avançado, é a perda de visão.
Em relação ao tratamento, vai depender do grau da doença, mas o passo mais importante é o controle clínico do diabetes e de doenças associadas que podem agravar o quadro da retinopatia diabética, como colesterol alto e hipertensão arterial. Em alguns casos, é possível utilizar medicamentos, como colírios, para impedir o crescimento de novos vasos sanguíneos e reduzir o inchaço da retina.
Projeto para detectar a doença Para exemplificar a importância do exame feito com retinógrafos, dr. Malerbi lembra que já há alguns projetos em andamento no país. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) estão realizando um piloto na cidade de Santa Cruz do Sul (RS). A verba para a pesquisa é proveniente da Fapesp e da Fapergs.
O objetivo desse estudo é examinar pessoas com diabetes para detectar doenças oculares, em especial a retinopatia diabética. Para isso, foram realizados diversos mutirões, com a colaboração da Prefeitura e Secretaria Municipal da Saúde. Até agora já foram examinadas 1 mil pessoas. “Quando é detectado algum problema, o paciente é encaminhado para tratamento”, explica o oftalmologista, que é um dos coordenadores do projeto, ao lado da professora Beatriz Schaan, da UFRGS. “O sucesso desse programa mostra que, com retinógrafos espalhados por várias cidades, será possível fazer um grande rastreamento e, dessa forma, reduzir drasticamente os problemas causados pela retinopatia diabética.”
A Sociedade Brasileira de Diabetes está otimista com o anúncio do Ministério da Saúde dentro do Novo PSC Saúde, que prevê investimentos de cerca de R$ 1,8 bilhão para modernizar Unidades Básicas de Saúde (UBS) em mais de 5 mil municípios brasileiros. Isso porque dentre os equipamentos que serão comprados estão os retinógrafos portáteis, aparelhos fundamentais para o diagnóstico precoce de doenças oculares em idosos e pessoas com diabetes.
Os retinógrafos são equipamentos capazes de fotografar o fundo do olho, permitindo identificar alterações na retina associadas a doenças como retinopatia diabética, glaucoma, hipertensão arterial e degeneração macular. “O uso desses equipamentos na atenção primária pode ampliar significativamente o rastreamento precoce e reduzir casos de perda irreversível da visão, especialmente entre pacientes com diabetes, uma das principais causas de cegueira evitável no Brasil”, afirma dr. João Eduardo Salles, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes. O exame é rápido, indolor e não invasivo.
O médico oftalmologista Fernando Malerbi, coordenador do Departamento de Saúde Ocular da SBD, explica que os equipamentos serão integrados às estratégias de telessaúde do SUS, permitindo que imagens sejam enviadas remotamente para avaliação de especialistas. “O objetivo é ampliar o acesso ao diagnóstico em regiões com escassez de oftalmologistas, diminuindo filas e acelerando o início do tratamento”, afirma.
O que é retinopatia diabética De acordo com dr. Malerbi, o diabetes, quando não controlado, pode causar uma doença nos olhos chamada retinopatia diabética. O excesso de glicose no sangue lesa os pequenos vasos sanguíneos da retina (no fundo do olho), podendo causar vazamentos e hemorragias. Se a doença não for tratada, pode levar à cegueira bilateral e irreversível. No Brasil, a retinopatia diabética está entre as principais causas de cegueira na população.
Por isso, pessoas com diabetes devem realizar o exame de fundo de olho pelo menos uma vez ao ano. Na presença de hipertensão arterial, doença renal, anemia, tabagismo ou gravidez, os cuidados precisam ser ainda maiores, já que esses fatores podem acelerar a progressão da doença.
O controle adequado do diabetes, da pressão arterial, da glicemia e dos níveis de lipídios é fundamental para prevenir a retinopatia diabética. Esse cuidado envolve hábitos de vida saudáveis e o uso correto das medicações, quando necessário.
Quanto mais cedo o controle for iniciado após o diagnóstico do diabetes, maiores são as chances de retardar a progressão da doença ocular e preservar a visão. Os principais sintomas iniciais da retinopatia são visão embaçada/turva, flashes de luz e manchas escuras ou distorções na visão. No estágio avançado, é a perda de visão.
Em relação ao tratamento, vai depender do grau da doença, mas o passo mais importante é o controle clínico do diabetes e de doenças associadas que podem agravar o quadro da retinopatia diabética, como colesterol alto e hipertensão arterial. Em alguns casos, é possível utilizar medicamentos, como colírios, para impedir o crescimento de novos vasos sanguíneos e reduzir o inchaço da retina.
Projeto para detectar a doença Para exemplificar a importância do exame feito com retinógrafos, dr. Malerbi lembra que já há alguns projetos em andamento no país. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) estão realizando um piloto na cidade de Santa Cruz do Sul (RS). A verba para a pesquisa é proveniente da Fapesp e da Fapergs.
O objetivo desse estudo é examinar pessoas com diabetes para detectar doenças oculares, em especial a retinopatia diabética. Para isso, foram realizados diversos mutirões, com a colaboração da Prefeitura e Secretaria Municipal da Saúde. Até agora já foram examinadas 1 mil pessoas. “Quando é detectado algum problema, o paciente é encaminhado para tratamento”, explica o oftalmologista, que é um dos coordenadores do projeto, ao lado da professora Beatriz Schaan, da UFRGS.
“O sucesso desse programa mostra que, com retinógrafos espalhados por várias cidades, será possível fazer um grande rastreamento e, dessa forma, reduzir drasticamente os problemas causados pela retinopatia diabética.”
Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a): MARIA DO ROSARIO GUIRRO [email protected]