Muito conhecida por suavizar linhas de expressão, atenuar rugas e corrigir os 'pés de galinha', a toxina botulínica (popularmente conhecida como ‘botox’) vai além da estética e também tem outras diversas indicações aprovadas, com benefícios à saúde, ao bem-estar e autoestima dos pacientes.
“Ela pode ser empregada em diversas condições médicas, como bruxismo, hiperidrose (suor excessivo que geralmente afeta axilas, palmas das mãos, plantas dos pés e rosto) e enxaqueca crônica, o que comprova que seus benefícios vão muito além da aparência”, explica Lauren Morais, médica dermatologista e presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia - Regional Paraná.
Como a toxina botulínica age?
A toxina botulínica é uma proteína produzida pela bactéria Clostridium botulinum. Em doses controladas e aplicadas por médico especialista, ela age de forma precisa e temporária no sistema nervoso, sem entrar na corrente sanguínea e sem afetar o organismo de forma geral.
Principais indicações
Lauren explica que o princípio é o mesmo, mas o alvo muda dependendo da indicação.
“Para a estética, o relaxamento muscular suaviza rugas de expressão. Na hiperidrose, a toxina age nas glândulas sudoríparas, bloqueando o sinal que estimula o suor excessivo. No bruxismo, relaxa os músculos da mandíbula que contraem de forma involuntária e intensa, aliviando dores e melhorando o sono. E na enxaqueca crônica, por exemplo, inibe a liberação de substâncias que desencadeiam a dor”, completa.
Qual a diferença entre toxina botulínica e ‘botox’?
A toxina botulínica é o nome de uma molécula ou de um princípio ativo. Já 'botox' é apenas um dos nomes comerciais da toxina botulínica; há várias marcas disponíveis no mercado. Por ter sido a primeira marca a ser comercializada para uso estético, o nome se popularizou.
Responsabilidade ao realizar o procedimento
A Sociedade Brasileira de Dermatologia reforça a importância de buscar o diagnóstico e tratamento adequados com um médico dermatologista ou cirurgião plástico, profissionais com formação específica para indicar, avaliar e aplicar a toxina com segurança.
"A segurança da toxina botulínica é respaldada por décadas de estudos clínicos, mas o resultado seguro depende diretamente da avaliação e da aplicação por médicos especialistas, que conhecem a anatomia, o histórico do paciente e as indicações corretas para cada caso", finaliza.
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Geziane de Mattos Diosti
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