Casos de Vírus Sincicial Respiratório aumentam no outono e inverno; especialista explica como prevenir
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Com a chegada das temperaturas mais baixas, aumentam também os casos de infecções respiratórias no Brasil, e entre elas, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) merece uma atenção especial. Altamente contagioso, o vírus é uma das principais causas de bronquiolite e internações em crianças pequenas, além de representar riscos importantes para idosos e pessoas com doenças crônicas.
O aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil tem acendido um alerta entre especialistas de saúde. Dados divulgados pela Fundação Oswaldo Cruz, em 21 de maio, apontam crescimento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) tanto nas tendências de longo prazo, nas últimas seis semanas, quanto nas de curto prazo, nas últimas três semanas. Somente em 2026, já foram registrados 63.634 casos da síndrome no país, sendo que 46,4% tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório.
Entre os vírus identificados nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o VSR aparece como o mais frequente, representando 44,5% dos casos positivos. O cenário reforça a preocupação com a circulação do vírus, especialmente durante os meses de outono e inverno, quando há aumento das infecções respiratórias.
Segundo a infectologista Michelle Zicker, o VSR é um vírus altamente contagioso que afeta o trato respiratório e pode causar complicações importantes, principalmente em bebês, idosos e pessoas com doenças que comprometem o sistema imunológico. “Embora muitas vezes os sintomas se pareçam com os de um resfriado comum, este vírus pode evoluir para quadros graves, especialmente em crianças menores de dois anos”, explica.
Os sintomas mais frequentes incluem coriza, congestão nasal, espirros, febre, tosse e chiado no peito. Em crianças menores de dois anos, especialmente nos primeiros seis meses de vida, a infecção pode evoluir rapidamente para dificuldade respiratória e necessidade de internação hospitalar.
De acordo com a especialista, alguns sinais indicam agravamento do quadro e exigem atendimento médico imediato. “Respiração rápida ou com esforço, dificuldade para se alimentar, sonolência excessiva e coloração arroxeada nos lábios ou extremidades são sinais de alerta importantes”, destaca.
Transmissão aumenta nos meses mais frios
A circulação do VSR costuma crescer durante o outono e o inverno, período em que as pessoas permanecem mais tempo em ambientes fechados e pouco ventilados. A transmissão ocorre principalmente por gotículas respiratórias eliminadas ao tossir, espirrar ou falar, além do contato com mãos e superfícies contaminadas.
Por isso, medidas simples continuam sendo fundamentais para reduzir o contágio, como higienizar as mãos frequentemente, manter ambientes ventilados, evitar contato próximo com pessoas gripadas e reduzir a exposição de bebês, idosos e pessoas com alguma comorbidade a aglomerações.
A infectologista também reforça a importância do aleitamento materno e da vacinação em dia para proteção dos pequenos. “Sempre que possível, o aleitamento materno ajuda a fortalecer a imunidade do bebê. Além disso, é importante evitar exposição à fumaça do cigarro, manter o acompanhamento pediátrico regular e manter a carteirinha de vacinação completa, de acordo com a idade”, orienta.
Avanços na prevenção ampliam proteção contra o VSR
Embora ainda não exista um medicamento específico para tratar o VSR, o manejo clínico inclui hidratação, controle da febre, lavagem nasal e, nos casos mais graves, suporte com oxigênio e internação hospitalar.
Nos últimos anos, o Brasil ampliou as estratégias de prevenção contra o vírus. Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece vacinação para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez. A imunização permite a transferência de anticorpos para o bebê ainda durante a gestação, reduzindo o risco de formas graves da doença nos primeiros meses de vida.
Outra forma de proteção para bebês com maior risco de desenvolver quadros graves de VSR é o uso de anticorpos monoclonais, medicamentos que funcionam como uma “proteção pronta” contra o vírus. Diferentemente das vacinas, que estimulam o organismo a produzir anticorpos, esses medicamentos já fornecem anticorpos preparados para ajudar o corpo do bebê a combater a infecção.
Entre as opções disponíveis estão o palivizumabe e o nirsevimabe. O palivizumabe é indicado principalmente para bebês prematuros e crianças com algumas condições de saúde específicas, como doenças cardíacas ou pulmonares crônicas. A aplicação é feita por injeção, uma vez por mês, durante o período de maior circulação do VSR. Já o nirsevimabe é um medicamento mais recente, que oferece proteção prolongada com apenas uma dose durante toda a sazonalidade do vírus.
“É importante reforçar que o uso dessas medicações deve ser avaliado e prescrito pelo médico responsável pelo acompanhamento da criança, considerando fatores como idade, histórico de saúde e risco de complicações pelo VSR”, reforça a especialista.
Além da proteção infantil, o VSR também passou a contar com vacinas indicadas para idosos e pessoas com comorbidades, que são recomendadas para pessoas acima dos 70 anos e também para adultos entre 60 e 69 anos com comorbidades como diabetes, cardiopatia, obesidade e doenças pulmonares crônicas, que ampliam o risco de complicações respiratórias. Para adultos entre 18 e 59 anos com comorbidades, também há uma opção que pode ser indicada, conforme avaliação médica.
“A vacinação, aliada a medidas simples do dia a dia, como higienizar as mãos, manter ambientes ventilados e evitar contato com pessoas doentes, é fundamental para proteger os grupos mais vulneráveis, especialmente bebês e idosos. Quanto maior a conscientização e a prevenção, menores são os riscos de complicações pela doença”, finaliza Dra. Michelle Zicker.
O aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil tem acendido um alerta entre especialistas de saúde. Dados divulgados pela Fundação Oswaldo Cruz, em 21 de maio, apontam crescimento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) tanto nas tendências de longo prazo, nas últimas seis semanas, quanto nas de curto prazo, nas últimas três semanas. Somente em 2026, já foram registrados 63.634 casos da síndrome no país, sendo que 46,4% tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório.
Entre os vírus identificados nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o VSR aparece como o mais frequente, representando 44,5% dos casos positivos. O cenário reforça a preocupação com a circulação do vírus, especialmente durante os meses de outono e inverno, quando há aumento das infecções respiratórias.
Segundo a infectologista Michelle Zicker, o VSR é um vírus altamente contagioso que afeta o trato respiratório e pode causar complicações importantes, principalmente em bebês, idosos e pessoas com doenças que comprometem o sistema imunológico. “Embora muitas vezes os sintomas se pareçam com os de um resfriado comum, este vírus pode evoluir para quadros graves, especialmente em crianças menores de dois anos”, explica.
Os sintomas mais frequentes incluem coriza, congestão nasal, espirros, febre, tosse e chiado no peito. Em crianças menores de dois anos, especialmente nos primeiros seis meses de vida, a infecção pode evoluir rapidamente para dificuldade respiratória e necessidade de internação hospitalar.
De acordo com a especialista, alguns sinais indicam agravamento do quadro e exigem atendimento médico imediato. “Respiração rápida ou com esforço, dificuldade para se alimentar, sonolência excessiva e coloração arroxeada nos lábios ou extremidades são sinais de alerta importantes”, destaca.
Transmissão aumenta nos meses mais frios
A circulação do VSR costuma crescer durante o outono e o inverno, período em que as pessoas permanecem mais tempo em ambientes fechados e pouco ventilados. A transmissão ocorre principalmente por gotículas respiratórias eliminadas ao tossir, espirrar ou falar, além do contato com mãos e superfícies contaminadas.
Por isso, medidas simples continuam sendo fundamentais para reduzir o contágio, como higienizar as mãos frequentemente, manter ambientes ventilados, evitar contato próximo com pessoas gripadas e reduzir a exposição de bebês, idosos e pessoas com alguma comorbidade a aglomerações.
A infectologista também reforça a importância do aleitamento materno e da vacinação em dia para proteção dos pequenos. “Sempre que possível, o aleitamento materno ajuda a fortalecer a imunidade do bebê. Além disso, é importante evitar exposição à fumaça do cigarro, manter o acompanhamento pediátrico regular e manter a carteirinha de vacinação completa, de acordo com a idade”, orienta.
Avanços na prevenção ampliam proteção contra o VSR
Embora ainda não exista um medicamento específico para tratar o VSR, o manejo clínico inclui hidratação, controle da febre, lavagem nasal e, nos casos mais graves, suporte com oxigênio e internação hospitalar.
Nos últimos anos, o Brasil ampliou as estratégias de prevenção contra o vírus. Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece vacinação para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez. A imunização permite a transferência de anticorpos para o bebê ainda durante a gestação, reduzindo o risco de formas graves da doença nos primeiros meses de vida.
Outra forma de proteção para bebês com maior risco de desenvolver quadros graves de VSR é o uso de anticorpos monoclonais, medicamentos que funcionam como uma “proteção pronta” contra o vírus. Diferentemente das vacinas, que estimulam o organismo a produzir anticorpos, esses medicamentos já fornecem anticorpos preparados para ajudar o corpo do bebê a combater a infecção.
Entre as opções disponíveis estão o palivizumabe e o nirsevimabe. O palivizumabe é indicado principalmente para bebês prematuros e crianças com algumas condições de saúde específicas, como doenças cardíacas ou pulmonares crônicas. A aplicação é feita por injeção, uma vez por mês, durante o período de maior circulação do VSR. Já o nirsevimabe é um medicamento mais recente, que oferece proteção prolongada com apenas uma dose durante toda a sazonalidade do vírus.
“É importante reforçar que o uso dessas medicações deve ser avaliado e prescrito pelo médico responsável pelo acompanhamento da criança, considerando fatores como idade, histórico de saúde e risco de complicações pelo VSR”, reforça a especialista.
Além da proteção infantil, o VSR também passou a contar com vacinas indicadas para idosos e pessoas com comorbidades, que são recomendadas para pessoas acima dos 70 anos e também para adultos entre 60 e 69 anos com comorbidades como diabetes, cardiopatia, obesidade e doenças pulmonares crônicas, que ampliam o risco de complicações respiratórias. Para adultos entre 18 e 59 anos com comorbidades, também há uma opção que pode ser indicada, conforme avaliação médica.
“A vacinação, aliada a medidas simples do dia a dia, como higienizar as mãos, manter ambientes ventilados e evitar contato com pessoas doentes, é fundamental para proteger os grupos mais vulneráveis, especialmente bebês e idosos. Quanto maior a conscientização e a prevenção, menores são os riscos de complicações pela doença”, finaliza Dra. Michelle Zicker.
Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a): CAMILA NESTOR PAL
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