Fundação CASA aborda violência de gênero com adolescentes em São José dos Campos

Ação no CASA de Semiliberdade São José dos Campos reforça reflexões sobre respeito e igualdade no Mês da Mulher

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Fundação CASA aborda violência de gênero com adolescentes em São José dos Campos
Foto: Divulgação/Fundação CASA

No último dia 25 de março, adolescentes que cumprem medida socioeducativa na Fundação CASA de Semiliberdade São José dos Campos participaram de uma atividade em alusão ao Mês da Mulher. A iniciativa foi conduzida por profissionais da equipe técnica do centro de atendimento, com o objetivo de promover reflexão e diálogo sobre respeito e igualdade de gênero.

Durante a ação, foram discutidos temas como desenvolvimento socioemocional, respeito às diferenças, autocontrole e resolução de conflitos por meio do diálogo. O trabalho também tem continuidade nos atendimentos individuais, nos quais os pontos abordados em grupo são retomados e aprofundados.

A atividade considerou ainda o contexto social em que muitos desses jovens estão inseridos, marcado por desigualdades e padrões culturais que reforçam o machismo. A proposta é contribuir para a formação de uma visão mais consciente, baseada no reconhecimento da mulher como sujeito de direitos e na rejeição de qualquer forma de violência.

Para a assistente social Adriana Cristiane e a psicóloga Maria Aparecida Candido, ambas servidoras do CASA de Semiliberdade de São José dos Campos, discutir o tema com adolescentes é fundamental para ampliar a compreensão de que a violência contra a mulher não é um caso isolado, mas um fenômeno social que precisa ser enfrentado coletivamente. “A abordagem não apenas impacta a trajetória individual, mas também reverbera em suas famílias e comunidades, tornando-se uma importante estratégia de transformação social”, afirma Candido.

“A medida socioeducativa existe para reconstruir caminhos. Nosso papel é reintegrar esses adolescentes, contribuindo para a formação de cidadãos conscientes e para uma sociedade mais segura. E parte dessa reconstrução passa, necessariamente, pelo respeito à mulher e pela compreensão de que a violência nunca é uma opção”, reforçou a presidente da Fundação CASA, Claudia Carletto.


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GIOVANA LAMAS VIANA
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